Um garoto de 11 anos teve os dois braços quebrados e algumas costelas fraturadas. O caso ocorreu faz uns 10 dias no município de Moju, nordeste paraense numa área de projeto da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD). Uma gigante do mercado mundial de mineração.  

Nenhum meio de comunicação local noticiou o caso. A criança mora numa área de quilombo que é atravessada pelo projeto de expansão do linhão de energia da CVRD. Empresa e família negociam acordo. Nos estados da região amazônica é praxe não dá visibilidade a noticias que maculam a imagem da empresa.

Por ocasião de um seminário sobre saúde do trabalhador ocorrido há alguns, teve como um dos motivadores os trabalhadores com seqüelas das fábricas de alumina e alumínio da CVRD. Apesar dos depoimentos dos trabalhadores, nada foi vinculado.  

Tem-se notícia ainda de acidentes no porto localizado em São Luís, Maranhão. Bem como na Ferrovia de Carajás, que sangra o minério do sudeste do Pará para o porto maranhense. As entidades de base dos trabalhadores e das populações nativas além do silêncio da mídia, não gozam de sucesso em encaminhar as demandas contra a empresa em órgãos públicos. Como acidentes no município de Barcarena onde ficam as fábricas de alumina e alumínio. Por essas e outras que se diz que a CVRD é maior que o Pará.  

E a mídia se cala.

 (Por Rogério Almeida)