Autor: Luisa Vieira

Este ano a 35ª Medalha Chico Mendes de Resistência volta a ser presencial!

A cerimônia será realizada a partir das 18h do dia 3 de abril, na Capela Ecumênica da UERJ. Os agraciados pela comenda serão o cantor e compositor Geraldo Azevedo; o jornalista e dirigente do PCB Walter de Souza Ribeiro, desaparecido em 3 de abril de 1974; a líder M’bya (Guarani) Xeretxu Endy ou Marilza da Silva (seu nome em português); o camponês Sabino Alves, morto no contexto da Guerrilha do Araguaia em 1972; a ativista dos direitos humanos uruguaia Belela Herrera; a organização Coletiva Resistência Lésbica da Maré, que atua na favela da Maré (RJ) no acolhimento, acompanhamento psicológico e segurança alimentar para lésbicas (cis e trans) de favelas; o fundador e dirigente do Movimento Negro Unificado, Milton Barbosa; e a diretora da Associação de Mães e Familiares de Vítimas da Violência no Espírito Santo (AMFVV-ES, Maria das Graças Nacort. A Medalha Chico Mendes de Resistência é concedida pelo Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro (GTNM-RJ) para homenagear a memória e a dignidade de pessoas físicas ou jurídicas, que lutam pelos direitos à vida e à liberdade, por uma sociedade plural, fraterna e sem torturas. Essa homenagem vem sendo realizada anualmente pelo Tortura Nunca Mais desde 1989.

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Sororidade e negritude são celebradas na Assembleia Legislativa do RJ

Por iniciativa da deputada Renata Souza (PSOL), a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) promoveu no último dia 16 uma sessão solene em que a Homenagem Antonieta de Barros foi  concedida a mulheres, principalmente negras, que lutam pela para a igualdade de gênero. “Nesta solenidade temos a honra e alegria de homenagear mulheres com a homenagem Antonieta de Barros, que é concedido pela nossa mandata desde 2021, reconhecendo mulheres que são referência na luta por direitos e dignidade em seus espaços de atuação e protagonismo”, disse Renata Souza, a parlamentar mais votada da história da Alerj, jornalista, doutora em Comunicação e Cultura, e cria do Complexo da Maré, favela da Zona Norte do Rio. As iniciativas realizadas por mulheres da Maré também foram homenageadas: Bruna Silva, do movimento social Mães de vítimas do Estado; Casa das Mulheres da Maré da Redes Maré; Kamila Camillo, fundadora da ONG Crias do Tijolinho; Raissa Lima, da ONG Pra Elas; Greicy Kelly, do Bar das Minas; e Casa Resistência Maré. | Leia a matéria na íntegra.

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Alessandra Munduruku denuncia na ONU privatização da água no Brasil e sua contaminação pelo garimpo

“Nossa água está contaminada pelo mercúrio, pelo agrotóxico. Muitas empresas estão privatizando a água, como se ela tivesse um dono. Mas a água é de todos. Todos nós merecemos ter água. Os peixes, as populações, povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores. Vamos falar de água, respeitando todos os povos porque nós merecemos ter água”, denunciou Alessandra Korap, liderança do povo Munduruku. Ela representou o povo indígena Munduruku que habita os estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso, e denunciou a privatização da água e sua contaminação pelo mercúrio do garimpo na Conferência Mundial da Água da ONU, ocorrida entre os últimos dias 22 e 24 em Nova York, nos Estados Unidos. A Conferência reuniu 6 mil representantes da sociedade civil, 80 ministros e funcionários governamentais, além de 12 chefes de Estado e de Governo. | Clique e saiba mais.

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«Vive la commune de Paris!»

Deixemos os próprios revolucionários explicar o que acontecia, através do manifesto divulgado no mesmo dia pelo comité central da Comuna: “Os proletários da capital, diante das fraquezas e das traições das classes governantes, compreenderam que chegara para eles a hora de salvar a situação assumindo a direção dos assuntos públicos… O proletariado compreendeu que era seu dever imperioso e seu direito absoluto tomar nas suas mãos o seu próprio destino e assegurar o triunfo apoderando-se do poder”. Considerada como a primeira revolução proletária da história, o primeiro ato da Comuna foi decretar a supressão do exército permanente e a sua substituição pelo povo em armas. | Leia o texto completo.

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Puxe uma cadeira e venha escutar conversas de Francis­co Evandro Teixeira em seu alpendre

Obra publicada em 2022 pela Editora NPC, poderíamos dizer que As Conver­sas do Alpendre é uma etnogra­fia, escrita na primeira pessoa do singular, sobre um dos capítulos mais dramáticos da história do Brasil no século XX: a diáspora dos sertanejos nordes­tinos, um dos maiores movimentos migra­tórios internos já registrados em todos os tempos, fruto da violência do latifúndio e da inclemência da seca. O historiador Francis­co Evandro Teixeira, não assume somente o papel de testemunha, mas sobretudo en­carna o de sujeito e agente da história que vivemos. Servidor público do município do Rio de Janeiro, sindicalista, um dos funda­dores da Central Única dos Trabalhadores (CUT), militante de boa hora do PDT de Bri­zola, Darcy Ribeiro, Chico Julião das Ligas Camponesas e muitos outros. Este cea­rense de Sítio Pinto, à beira do Rio Jaguari­be, em São João do Jaguaribe, nos convida a acompanhá-lo na sua trajetória pessoal de retirante cearense. Através de seus olhos e ouvidos, experimentamos a vida daqueles que deixaram seus lares e, depois de per­correrem milhares de quilômetros em um caminhão, venceram tantas outras adversi­dades para não somente refazer a vida, mas, assim fazendo, construir este país e produzir boa parte da riqueza da nação.

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