Autor: Luisa Vieira

Como os algoritmos das Big Techs moldam o debate público?

[Por Katarine Flor/ Le Monde Diplomatique Brasil] Em pouco mais de uma década, grandes plataformas digitais deixaram de ser apenas empresas de tecnologia e passaram a atuar como infraestruturas centrais da circulação de informação. Controladas por companhias como Google, Meta, Amazon, Apple e Microsoft, elas utilizam algoritmos para definir quais conteúdos ganham visibilidade, influenciando diretamente o debate público e favorecendo, na lógica da economia da atenção, conteúdos capazes de manter usuários conectados por mais tempo – o que pode reforçar bolhas ideológicas e a polarização política. Diante desse cenário, cresce o debate sobre regulação e soberania tecnológica.
Para analisar essas transformações, conversamos com Arthur William, doutorando com pesquisa em inteligência artificial, que discute nesta entrevista os impactos geopolíticos das plataformas digitais e os desafios que esse novo ecossistema informacional impõe às democracias, especialmente na América Latina. O pesquisador é professor do curso mídias sociais e inteligência artificial, desenvolvido pelo Núcleo Piratininga de Comunicação em parceria com o escritório de São Paulo da Fundação Rosa Luxemburgo. | Leia a entrevista completa.

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Comunicação sindical é incluída em material didático

[Por Camila Marins/Fisenge] Já imaginou uma engenheira inspirando aprendizados nos cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA)? As histórias em quadrinhos da Engenheira Eugênia ganharam espaço na apostila “Práticas de Alfabetização e de Matemática – anos iniciais do ensino fundamental”, organizada por profissionais formados pela USP: Raphaelle Vicentin, Lígia Gomes e Judith Nuria Maida (coord.), publicada no início de 2026. A Engenheira Eugênia é a protagonista das histórias em quadrinhos publicadas pelo Coletivo de Mulheres da FISENGE (Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros). No quadrinho selecionado, uma situação infelizmente comum: a engenheira enfrenta assédio no trabalho, quando seu chefe exige um projeto de um dia para o outro e ainda desqualifica sua competência por ela ser mulher — um nítido exemplo de assédio moral e machismo. A proposta da atividade vai além do conteúdo: convida estudantes a reconhecerem essas situações e a refletirem, por meio do diálogo, sobre respeito, igualdade e direitos no ambiente de trabalho. Os quadrinhos podem ser acessados em: www.fisenge.org.br.
Quem quiser utilizar a Engenheira Eugênia, pode enviar um e-mail para comunicacao@fisenge.org.br.

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Sindipetro-ES usa linguagem informal para responder mentiras de Flavio Bolsonaro

Uma postagem do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) viralizou nos últimos dias devido ao tom debochado e informal com que respondeu a postagem do senador Flavio Bolsonaro. O sindicato lembrou que o Brasil é autossuficiente em petróleo e que o peso no bolso do consumidor é devido às privatizações na Petrobrás que ocorreram nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. “Ambos são lesa pátrias que colocaram o país em risco ao privatizar ativos energéticos fundamentais”, afirmou o Sindicato em uma de suas redes sociais.

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Globo News admite erro em Power Point que escondia relações de Vorcaro com a direita

[Por Cristina Serra/ Redes sociais] “Na guerra, a primeira vítima é a verdade”. A frase, atribuída ao dramaturgo grego Ésquilo, cai como uma luva no caso do “power point” sobre as conexões do fraudador Daniel Vorcaro, exibido na Globo News. Aquilo não é jornalismo. Jornalismo não mente, não esconde, não falseia. Se fosse jornalismo, teria revelado as ligações da própria Globo com Vorcaro. Leiam a cobertura do ICL Notícias sobre o tema. A exibição do “power point” é mais um lance da guerra do oligopólio midiático brasileiro para impedir, a qualquer custo, a reeleição de Lula. É a isso que chamam de liberdade de expressão? Uma empresa que tem uma concessão pública se acha no direito de mentir assim, à vontade, e dá em nada? Eis porque o lobby do oligopólio nunca permitiu a regulação das concessões.

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Preço não é sujeito; culpados pelo “disparo” dos combustíveis, no Brasil e no mundo, têm nome e sobrenome: Donald Trump e Benjamin Netanyahu

[Por Rosângela Ribeiro Gil/ Redação ABCP] A mídia brasileira e internacional não tem peito para dar “nome aos bois”. O aumento dos preços em todos os países, incluindo o Brasil, é de Trump e Netanyahu. Homens brancos e machões que se arvoram no direito de dizer o que o mundo pode ou não fazer. Chamá-los, ainda, respectivamente, de presidente ou primeiro-ministro é uma indecência da mídia hegemônica ocidental – aquela que finge ser profissional acima dos seus interesses econômicos de classe. Por isso, não veremos essa mídia vendida, ou inimiga, falando com todas as letras, para informar corretamente leitores, ouvintes e telespectadores, que a crise do petróleo, no mundo, é culpa de Trump e de Netanyahu. Nas manchetes brasileiras, da imprensa escrita, digital e audiovisual (TV e
rádio), o que mais se vê é algo assim “preço da gasolina dispara…” ou “preço do diesel dispara”. A impressão que se tem é que “preço” é um sujeito que resolveu “disparar” os preços dos combustíveis fósseis. | Continue lendo.

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