Autor: Luisa Vieira

Complexo portuário-industrial idealizado por Eike Batista abriu 500 processos por desapropriações

[Clívia Mesquita – Brasil de Fato/RJ] Como muitos brasileiros, Noêmia Magalhães e o marido Valmir Batista, o Birica, guardaram o dinheiro de uma vida inteira de trabalho para desfrutar na terceira idade. Encontraram o refúgio ideal em São João da Barra, no norte fluminense, onde passaram a cultivar alimentos orgânicos, plantar árvores e fazer caminhadas. Assim viveu o casal por anos até a chegada do Porto do Açu, maior empreendimento portuário da América Latina, interromper o modo de vida de toda a comunidade formada por pequenas propriedades de terra.

Mais de dez anos depois, o Sítio do Birica resiste praticamente ilhado em meio a um deserto de terrenos vazios cercados com arame farpado. Um oásis verde que segue produtivo, carregado de árvores frutíferas, símbolo da persistência do casal. Aos 78 anos, dona Noêmia é uma liderança respeitada, mas sabe que a luta contra as desapropriações incomoda. Ao Brasil de Fato, a agricultora defende que “houve grilagem de terras no local”. Continue lendo.

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Informática do Oprimido: lançamento dia 14/8 em SP

Será lançado na próxima quinta-feira, dia 14, na Tapera Taperá, em São Paulo, “Informática do Oprimido”, de Rodrigo Ochigame. Alternativas Tecnológicas do Sul Global é o tema do livro, que resgata uma história das bibliotecas de Cuba e da rede de Intercomunicação da Teologia da Libertação, nos anos 1970-1980. A Tapera Taperá fica na Galeria Metrópolo (Av. São Luis, 187 – República).

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“Antissemitimo é o ódio dirigido aos judeus por serem judeus. É uma forma de racismo.”

[Por Luís Felipe Miguel] (…) Antissionismo é a oposição ao empreendimento colonial de Israel na Palestina, que causou e continua causando sofrimento, privação de direitos, miséria e morte a todo um povo. É uma forma de humanismo.

Há muitos antissionistas que não são antissemitas, muito pelo contrário. Para começar, há um enorme contingente de judeus que se coloca contra Israel e seus crimes.

E há também antissemitas que são pró-sionistas. Vemos hoje a simpatia de muitos neonazistas pelo Estado de Israel – alguns deles são recebidos com festa em Telavive, recepcionados por Netanyahu. Desde seus primórdios, aliás, o movimento sionista contou com o patrocínio de líderes europeus antissemitas, que queriam expulsar os judeus de seus territórios.

O que ocorre hoje é que o genocídio cometido na Faixa de Gaza tem ampliado a repercussão da mensagem antissionista. Como é difícil reagir a isso, coloca-se tudo na conta de um pretenso antissemitismo. (…). Assine aqui para ler o texto completo.

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