Autor: Luisa Vieira

Por Róger Machado, técnico do Bahia

“A gente tem mais de 50% da população negra e a proporcionalidade não é igual. A gente tem que refletir e se questionar. Se não é há preconceito no Brasil, por que os negros têm o nível de escolaridade menor que o dos brancos? Por que a população carcerária, 70% dela é negra? Por que quem morre são os jovens negros no Brasil? Por que os menores salários, entre negros e brancos, são para os negros? Entre as mulheres negras e brancas, são para as negras? Por que que, entre as mulheres, quem mais morre são as mulheres negras? Há diversos tipos de preconceito. Nas conquistas pelas mulheres, por exemplo, hoje nós vemos mulheres no esporte, como você, mas quantas mulheres negras têm comentando esporte? Nós temos que nos perguntar. Se não há preconceito, qual a resposta? Para mim, nós vivemos um preconceito estrutural, institucionalizado”.

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Por Michael Moore, sobre o filme ‘Coringa’

Mas este filme não é sobre Trump. É sobre a América que nos deu Trump – a América que não sente necessidade de ajudar os marginalizados, os necessitados. A América, onde os ricos imundos ficam cada vez mais ricos e sujos. Obrigado Joaquin Phoenix, Todd Phillips, Warner Bros. e todos que fizeram este filme importante para este período importante.

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Livro-Agenda 2020 do NPC fala sobre arte e resistência política

Há algum tempo, o NPC produz, anualmente, o seu livro-agenda temático. Produzir uma edição que tratasse da arte, dos artistas e da resistência política e cultural dos povos era uma ideia que nos encantava. Afinal, o que somos nós sem a poesia? Vida sem ela, não entendo que exista. Então, juntamos a poesia, a utopia, a inteligência e a resistência nesse trabalho. A cada dia, uma nota vai levar você a conhecer, ou a se lembrar, de alguém que se indignou contra as injustiças e transmitiu através da arte a sua força. Alguém que sonhou e acreditou ser possível uma vida sem opressão e demonstrou suas ideias cantando, pintando, dançando, compondo. Alguém que ao defender suas raízes, sua ancestralidade, escreveu cordéis, teceu os, juntou miçangas e protagonizou espetáculos que encantaram milhões. Alguém que emocionou e fez chorar, ou rir, através do cinema e das mais diversas formas de expressões culturais. | Leia mais sobre a agenda e saiba como reservar a sua por um preço promocional.

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