Autor: Luisa Vieira

Neste mês, será realizado o 4º Julho Negro

O Julho Negro é um evento de articulação internacional contra a militarização e o racismo no mundo. Ele vem sendo organizado há quatro anos por mães e familiares vítimas da violência do estado, comunicadores comunitários e grupos que formam os movimentos de favelas do Rio de Janeiro. O objetivo é internacionalizar as lutas, denunciar as dores de quem sofre com a violação dos direitos humanos e somar forças contra aquelas que oprimem e matam. Neste ano de 2019, a programação está dividida em três dias. No dia 24, será discutida a militarização no campo, nos terreiros e na cidade. No dia 25,à tarde, haverá três rodas de conversa no Museu da Maré sobre LGBTQ+, política de combate às drogas e mulheres negras. E, no dia 26, será montada a ‘Tenda da Resistência’ no Largo da Carioca, pela manhã. À tarde, a programação será encerrada com o ‘Tribunal Popular’, colocando no banco dos réus os Estados terroristas e racistas. Para viabilizar a realização do evento, está sendo feita uma “vaquinha” online. | Clique para saber como contribuir.

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Rádio mais antiga do Brasil será extinta por Bolsonaro

[Por FNDC] O governo de Jair Bolsonaro planeja extinguir a Rádio MEC AM, do Rio de Janeiro, emissora mais antiga do país, e que atualmente compõe o sistema de radiodifusão da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A informação foi dada na semana passada pelo jornalista Lauro Jardim, colunista do diário O Globo. Segundo ele, a emissora fica no ar até o próximo dia 31 de julho, quando deverá ser desligada. Embora não tenha havido ainda um anúncio oficial da extinção, trabalhadores da emissora já estão sendo informados da decisão, que se configura no mais recente e grave ataque do atual governo contra a comunicação pública e o patrimônio histórico e cultural do país. | Continue lendo.

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Livro ‘Poder midiático e disputas ideológicas’

O professor Dênis de Moraes está lançando o livro “Poder midiático e disputas ideológicas”. Os textos, ali reunidos, são assinados por Atílio Boron, Francisco Louçã, Gaudêncio Frigotto, Ignacio Ramonet e Marilena Chaui. São seis visões críticas sobre uma questão crucial na contemporaneidade: o poder midiático nas disputas políticas e ideológicas que atravessam a sociedade, condicionam a produção de sentido e interferem na conformação do imaginário coletivo. “É verdade que os meios tradicionais já não exibem a onipotência de outrora, quando parecia haver relativa estabilidade em termos de concorrência. Hoje, diante da ascensão incontrolável do ecossistema digital, jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão enfrentam quedas expressivas de tiragens, faturamento e audiência. Na tentativa de recompor as margens de rentabilidade e ampliar o alcance das difusões com tecnologias avançadas, esses órgãos estendem seus tentáculos a plataformas virtuais, com sinergias entre canais, produtos, conteúdos, programações, serviços e negócios on-line. Trata-se de fincar estacas numa selva competitiva onde pontificam gigantes como Google, Amazon, Facebook e Netflix, além da galáxia de influenciadores com milhões de seguidores nas redes sociais”, escreve o organizador da obra na apresentação do livro. | Clique aqui para ler o texto completo.

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Peça ‘Quem tem medo de travesti?’

[Por Rubermaria Sperandio] Para desconstruir preconceitos. Depois do sucesso em várias cidades do norte e nordeste do país, o projeto Travestis Itinerantes, do coletivo artístico ‘As Travestidas’, chegou ao Rio de Janeiro. A invisibilidade, a exclusão e o preconceito são temas centrais na dramaturgia. Para além da tragédia da morte, do humor cotidiano ou do drama da rejeição, o espetáculo fala sobre o medo, palavra já apresentada no título da peça. Com um diálogo entre música, dança e depoimentos reais, a peça é um convite à reflexão sobre o tema na atualidade. Palavra a palavra, a dramaturgia de QTMT dispara à plateia falas que cortam e sangram. Expõem os espectadores àquilo que, por vezes, todos escolhemos ignorar. Espetáculo lindo, comovente e divertido na medida certa. Trilha sonora impecável, performances incríveis, e um figurino que é a própria possibilidade do ser. Vale a pena conferir! Em cartaz no Teatro Poeira (Botafogo, Rio de Janeiro), todas as terças e quartas-feiras até o dia 24 de julho.

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Por  Eduardo Galeano

“A ofensiva da incomunicação nos obriga a medir a importância do desafio cultural. Mais do que nunca, é preciso enfrentá-lo quando os meios de comunicação gostariam de nos convencer a abandonar a esperança como se abandona um cavalo cansado”. | Galeano citado por Dênis de Moraes na epígrafe do livro “Poder midiático e disputas ideológicas”.

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