Autor: Luisa Vieira

Boletim do Espaço Gramsci indica quatro livros sobre a ditadura

“Para que nunca se esqueça. Para que jamais se repita”. Foi com esse objetivo que o Espaço Gramsci indicou algumas obras sobre a ditadura civil-militar brasileira. Alguns dos títulos disponíveis sobre o assunto são “Seu amigo esteve aqui”, livro-reportagem de Cristina Chacel sobre a história de Carlos Alberto Soares, assassinado na Casa da Morte de Petrópolis; “A repressão militar-policial no Brasil”, livro escrito clandestinamente a muitas mãos por diversos presos políticos na década de 1970; “As duas guerras de Vlado Herzog”, de Audálio Dantas, sobre a trajetória do jornalista Vladimir Herzog, desde a fuga da Iugoslávia até o assassinato pela ditadura no Brasil; e, por fim, “Água braba”, em que Lurildo RIbeiro Saraiva recupera alguns acontecimentos marcantes como a “passeata dos cem mil”, o sequestro do embaixador americano e a troca do prisioneiro por presos políticos da ditadura. Para ter mais informações sobre cada livro e saber como adquirir, basta clicar aqui.

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Filme ‘O fotógrafo de Mauthausen’

[Por Rodrigo da Silva] O filme, disponível na Netflix, é baseado na história real de um prisioneiro em um campo de concentração nazista. Ele conseguiu preservar o negativo de fotos feitas por um oficial da SS. As imagens serviram de provas dos crimes cometidos pela Alemanha de Hitler. Um filme necessário em tempos de discursos que flertam com o autoritarismo e em que tenta se negar o holocausto e o genocídio promovidos pela extrema direita. Além de ser um filme belo por si, com atuações excelentes e ótima fotografia. Não passarão! Ditadura Nunca Mais!

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Por Emicida, rapper

Se o Brasil tivesse respeito pelos seus cidadãos, era para esse país estar pegando fogo hoje (8/4). Oitenta tiros num carro de família que estava indo pra um chá de bebê. Um pai morreu na frente de um filho de sete anos. O militar, que atirou, debochou quando a mulher desceu do carro. A gente é de um país em que o segurança do mercado se sente livre para asfixiar um cara, assassinar aquele cara, e não acontece nada. Isso é um soco no estômago, um tapa na cara do brasileiro, pra mostrar como o nosso Estado é genocida. E a gente precisa urgentemente fazer alguma coisa com relação a isso.

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Por Astrid Prange, jornalista alemã

A falsificação da história depois da visita a um museu em memória às vítimas do Holocausto cruzou todos os limites. Eu, como jornalista alemã, estou atônita. No mundo ideologicamente envenenado de Bolsonaro, a história parece ser uma massa de manobra.

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