Autor: Luisa Vieira

Cimi divulga nota sobre as agressões do presidente eleito contra os povos originários do Brasil

Bolsonaro insiste em equiparar os povos originários a animais em zoológicos, o que é, por si só, inaceitável. Ao fazer isso, o presidente eleito sinaliza que os povos podem ser caçados e expulsos por aqueles que têm interesse na exploração dos territórios indígenas e que pensam como ele. O presidente eleito retoma o discurso integracionista, marca dos governos ditatoriais das décadas de 1960 a 1980. A ideologia do integracionismo deu margem para ações de agentes estatais e privados que resultaram no assassinato de ao menos oito mil indígenas no período citado, como atesta o Relatório da Comissão Nacional da Verdade. Ao afirmar que as demarcações de terras indígenas no Brasil teriam origem em pressões externas, o presidente eleito falta com a verdade. O fato é que a Constituição Brasileira de 1988, em seu Artigo 231, reconhece a legitimidade e o direito dos povos indígenas à sua organização social, aos seus usos, costumes, crenças, tradições e às suas terras originárias. É a mesma Lei Maior de nosso país que obriga o Estado brasileiro a promover a demarcação, a proteção e fazer respeitar todos os seus bens nelas existentes. | Continue lendo.

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Participe da Agência Tambor e apoie essa iniciativa de comunicação popular do Maranhão

A Agência Tambor é um projeto maranhense de comunicação alternativa, livre e popular. Reúne as experiências do jornal “Vias de Fato” e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), em parceria com o Sindicato dos Bancários do Maranhão. Uma de suas principais iniciativas é o Jornal Tambor, que vai ao ar, pela web-rádio, de segunda a sexta-feira, sempre às 11h da manhã, com repercussão em diversas redes sociais. O objetivo é produzir conteúdo jornalístico sobre movimentos e organizações populares, além de difundir a cultura popular, a diversidade e o respeito aos direitos humanos. Novos passos serão dados em 2019 e, para que esse tipo de projeto se estruture, o financiamento coletivo é fundamental! Com apenas R$ 20,00 por mês, é possível tomar parte nessa luta e incentivar essa alternativa de informação em um país e em um estado fortemente marcados pela concentração midiática.

No dia 17 de dezembro, o Centro de Promoção da Cidadania e Defesa dos Direitos Humanos Padre Josimo realizou em Imperatriz, a cerimônia de entrega do diploma de reconhecimento público para 16 entidades e duas personalidades que se destacam na luta pelos direitos humanos. A Agência Tambor de Comunicação e o jornal Vias de Fato estão entre as organizações contempladas. Veja mais sobre o perfil e a missão da Agência Tambor aqui!

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Conselho fará radiografia do sistema público de comunicação no Brasil

[Por Agência Câmara Notícias] A partir de uma sugestão da conselheira Maria José Braga, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional decidiu realizar uma radiografia do sistema público de radiodifusão no País. A proposta formal para a análise aprofundada sobre o modelo público de radiodifusão partiu do presidente do conselho, Murillo de Aragão, para que o conselho se posicione no debate em torno da extinção da EBC ou da TV Brasil. | Continue lendo.

A primeira reunião de trabalho deve ser realizada em 11 de fevereiro, quando o conselho retoma seus trabalhos. A intenção é fazer a reunião na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em Brasília. A extinção é defendida por setores da futura gestão do presidente eleito, Jair Bolsonaro, incluindo o próprio presidente. “É preciso que a sociedade seja mais bem esclarecida sobre a verdadeira nuvem em que se tornou o debate sobre a radiodifusão pública no Brasil. Eu sei que o sistema EBC, por exemplo, atinge 70 milhões de brasileiros. Muita gente não sabe disso, prevalece uma visão de que o sistema seria irrelevante, o que não é verdade. Vamos fazer uma investigação e subsidiar a sociedade de maneira pertinente”, informou Aragão.

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Salvaterra (PA) inaugura o primeiro museu quilombola do Norte

As comunidades quilombolas de Salvaterra, município localizado na Ilha de Marajó (PA), lançaram, na manhã do dia 8 de dezembro, o Centro de Ciências e Saberes Quilombolas, considerado o primeiro museu quilombola do norte do Brasil. Na inauguração estiveram presentes um grupo de professores e pesquisadores da UFPA, além de representantes de 16 comunidades dos municípios de Salvaterra e Soure, reconhecidas pela Fundação Palmares.

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