Autor: Luisa Vieira

Oração da felicidade, por Henrique Vieira

“Que todas as crenças religiosas sejam respeitadas, e até mesmo a não crença religiosa. Que possamos comungar na crença da humanidade, da diversidade, do bem comum. Que seja declarada justa toda forma de amor. Que nenhuma mulher seja alvo do machismo estrutural. Que a juventude negra não seja alvo do extermínio. Que Marias Eduardas não sejam assassinadas dentro da escola. Que Marquinhos da Maré não sejam assassinados indo para a escola. Que Marielles possam chegar em segurança nas suas próprias casas. Que todo agricultor tenha uma terra para plantar, que todo sem-teto tenha uma casa para morar. Que os indígenas sejam respeitados nas suas crenças. Que as fronteiras acabem e as armas caiam no chão. Que a felicidade venha sobre nós, respeitando toda dor e consolando toda lágrima, porque felicidade de verdade só é possível sob a bênção da comunhão. Amém, axé, e o que de mais universal existe: amor”.

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Livro-Agenda do NPC de 2019 mostra como a educação é uma luta de todos nós

Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil estão passando por um momento de duros retrocessos, tanto na área dos direitos quanto na questão dos valores e costumes. E a educação tem um papel fundamental na resistência a esses ataques.

Por esse motivo, o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), ao preparar o seu tradicional livro-agenda de 2019, escolheu abordar um tema inédito: “Educação: uma luta de todos nós”.

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“Uma luta de todos nós”: apresentação da agenda, por Claudia Santiago Giannotti

[Por Claudia Santiago/ NPC] “Em todo dia letivo, quase 40 milhões de estudantes vão às escolas públicas de educação básica em todo o país e mais de 1 milhão de jovens estudam nas universidades administradas pelos governos. Além disso, quando chegam às suas escolas e faculdades, alunas e alunos são recebidos por, aproximadamente, 5 milhões de educadoras e educadores. Se a política educacional for bem-sucedida, ela tem a capacidade de impulsionar mudanças profundas nas estruturas sociais, políticas e econômicas do país. Por isso, a educação foi escolhida como principal alvo a ser atacado, a partir de 2016.” A afirmação é de Daniel Cara, que, em 2006, assumiu a coordenação geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e, de 2010 a 2017, foi membro titular no Fórum Nacional de Educação (FNE). Esse já seria motivo mais do que suficiente para escolhermos a luta pela educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos como tema do Livro-Agenda 2019, do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). | Continuar lendo.

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Leon Diniz: ‘Pré-vestibular comunitário é o trabalho de base que temos que fazer’

Essa experiência no pré-vestibular comunitário foi fundamental pra mim, porque eu, de certa forma, me desencantei com o modelo da escola formal pública e particular. O pré-vestibular comunitário foi, então, o meu grande encontro com a educação. Nós, professores, discutimos o que vamos fazer, os alunos estão ali porque querem, preparamos aulas conjuntas sobre temas como ditadura, mulheres… São aulões de três, quatro horas, com vídeos, textos, fotos, vários professores planejando e atuando juntos. Então, o pré concretiza a possibilidade de uma educação diferente. E proporciona debates internos interessantes, porque há os professores que querem dar aulas preparatórias para o vestibular, e ponto. Já outros estão mais interessados com a questão da cidadania, da formação crítica. Eu sempre fiz os dois. Eu quero que o aluno entre na faculdade, mas também quero que ele reflita sobre a vida, sobre o coletivo, sobre a sociedade e sobre o seu papel nisso tudo. | Continue lendo.

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