Autor: Luisa Vieira

Raoul Peck sobre ‘O Jovem Karl Marx’: “Vou ao passado para compreender a eleição de Trump”

[Por Comunidade Cultura e Arte] Raoul Peck é um homem deste tempo. Não só da América que deixa de ser de Obama e passa a ser de Trump, mas também da Europa que parece também seduzida por um nacionalismo que poderá rimar com alguns ‘ismos’ nefastos. Em O Jovem Karl Marx, que agora chega às nossas salas, atreve-se a regressar onde tudo começou, ou seja, ao Manifesto do Partido Comunista, um outro ‘ismo’, até à identificação dos princípios capitalistas que Peck considera gerarem nefastas consequências e vícios atuais; mas refletiu também sobre os ecos do seu outro filme, Eu Não Sou o Teu Negro, o tal documentário que foi nomeado ao Óscar (estreia em maio), onde aborda o privilégio de raça através dos textos e persona do ativista político William Baldwin. Na entrevista que fizemos ao realizador haitiano, no passado festival de Berlim, foram passadas em revista as implicações de ambos esses filmes estranhamente orgânicos. | Leia a entrevista completa.

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O jogo da exploração: luta de classes em cenário pós-industrial

[Por Marcio Pochamnn – 3.10.17] A passividade das ruas e a apatia dos brasileiros têm sido identificadas por acomodação das lutas de classe. A prevalência de um presidente tão impopular, envolvido por diversos escândalos de corrupção e impositor de reformas que mesmo rejeitadas avançam pela troca de votos parlamentares por privilégios das verbas e cargos públicos, não valida, contudo, tal compreensão. | Leia o artigo completo.

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Livro desnuda estratégias dos EUA para os sindicalistas brasileiros na época da ditadura militar

Larissa Rosa Corrêa (PUC-Rio), no livro “Disseram que voltei americanizado”: relações sindicais Brasil-Estados Unidos na Ditadura Militar, analisa o papel dos Estados Unidos nos sindicatos no Brasil nas décadas de 1960 e 1970. Os EUA fomentaram uma série de atividades, como viagens, cursos e palestras nos EUA, com o objetivo de formar novas lideranças capazes de implantar e desenvolver o modelo sindical norte-americano no Brasil. Lançado pela Editora da Unicamp, o livro estará à venda, em breve, no Espaço Antonio Gramsci.

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Quem não tem colírio, usa óculos escuros…

[Por Reginaldo Moraes] Acabo de ouvir a Gal cantando: “Você diz a verdade e a verdade é o seu dom de iludir”. As palavras nunca são inocentes, nós sabemos. Elas têm um sentido, aquele que figura nos dicionários, a denotação. E têm uns sentidos indiretos, sugestivos, alusivos. As conotações.

Veja como nos maravilhamos com a palavra “primavera”. A ela associamos coisas boas: renascer, florescer, céu azul, vida. E inverno? Claro, quase o oposto, pois não? Daí vemos numa notícia a expressão “primavera árabe”. Entre outras primaveras, de outros lugares. E nos enchemos de simpatia pela coisa.

Caramba! Depois nos damos conta de que todas essas festejadas primaveras políticas resultaram ou pelo menos foram seguidas de invernos tenebrosos. As árabes, sai de baixo, nenhuma se salvou. Na Ucrânia? Só alucinados ainda vêem aquela “revolta da praça” como algo libertador – um grupo de nazi-fascistas, fortemente financiados por americanos. Outras primaveras “libertárias” (algumas feitas no outono…) foram também rapidamente mergulhadas em uma onda ultraconservadora, dessas que não apenas abalam a “política” em sentido estrito, mas se enraízam na vida cotidiana, censurando, podando, proibindo. | Continue lendo.

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Relatório conclui que neutralidade da rede é violada no Brasil

[Por FNDC] Em pelo menos quatro países latino-americanos – Brasil, Chile, Colômbia e México – a neutralidade da rede tem sido sistematicamente violada. A principal forma de quebra dessa norma acontece por meio dos planos de tarifa-zero. Essa é a conclusão do relatório “Neutralidade de rede na América Latina: regulamentação, aplicação da lei e perspectivas – os casos do Chile, Colômbia, Brasil e México”. A pesquisa foi coordenada pelas organizações Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, do Brasil, e Derechos Digitales, do Chile. Recebeu apoio da Access Now, e teve participações também de Fundación Karisma, da Colômbia, e R3D, do México. | Continue lendo.

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