Autor: Luisa Vieira

Comunicação popular e história das favelas são temas de estudo na 4º aula do Curso Vito Giannotti de Comunicação Popular

Foi realizado no sábado (01.04) o 4° encontro do Curso Vito Giannotti de Comunicação Popular. Desta vez, os temas estudados foram “Comunicação Popular” e “História das Favelas”, ambos com foco no Rio de Janeiro.

A primeira aula foi ministrada por CLAUDIA SANTIAGO GIANNOTTI. Jornalista, historiadora e coordenadora do NPC, ela explicou que “a comunicação popular deve existir de acordo com a demanda da comunidade e não deve estar desconectada das lutas populares”.

A origem de parte dessas lutas foram assunto na aula seguinte. Historiador e professor da PUC-RJ, MARIO BRUM falou sobre o surgimento das favelas no século 19. Ele explicou que as relações entre o Estado e a Favela foram sempre marcadas por repressão, clientelismo e resistência e destacou os processos de remoções.

Os alunos também assistiram dois vídeos: “Grita Povo” e “Comunicação Popular no Rio: Quem faz”, este último produzido pelo NPC.

E, para se aprofundarem ainda mais nos assuntos estudados, ganharam dois livros: “Das favelas para as favelas”, do repper Fiell, e “Bala perdida: a violência policial no Brasil e os desafios para sua superação”, escrito por vários autores.

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O escárnio de Temer com as concessões de rádio e TV

[Por Bia Barbosa – Carta Capital/Intervozes – 29.03.2017] A imprensa toda noticiou e o empresariado de radiodifusão comemorou as mudanças no marco regulatório do setor, publicadas na quarta-feira, 29.03, no Diário Oficial da União. Para a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert), foi “a maior vitória dos últimos 50 anos”.

Quem quiser entender de fato o que mudou nas normas que as concessionárias devem respeitar – as poucas em vigor no país – não vai achar muita explicação nas matérias e reportagens. O discurso que prevaleceu foi o da “desburocratização para apoiar as empresas”.

O ministro Gilberto Kassab falou em “liberdade para os empreendimentos”. E Michel Temer, na cerimônia de sanção da lei no Palácio do Planalto, chegou a afirmar que as novas regras são uma “contribuição à imprensa livre”. Com o perdão do trocadilho infame, só se for “livre de obrigações”.

Uma simples leitura do texto da Medida Provisória sancionada – que agora já é lei – revela o tamanho do escárnio com que este governo passa a tratar o serviço de radiodifusão. Entre o envio para o Congresso Nacional no final de 2016 e a sanção nesta terça-feira, a MP 747 ganhou requintes de crueldade para qualquer um que acredita que o interesse público deveria ser o condutor dos processos de licenciamento das outorgas de rádio e TV no Brasil.

Por incrível que pareça, num país em que as concessões sempre foram usadas como moeda de troca política, foi possível piorar o procedimento das licenças. E agora não é nenhum exagero afirmar que o empresariado da radiodifusão pode fazer o que bem entender com este bem que, vale lembrar, é público. | Leia o artigo completo.

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Marilena Chauí: “Universidades devem entender que fazem parte da luta de classes”

[Por Fania Rodrigues – Brasil de Fato RJ – 04.04.2017] Professora da Universidade de São Paulo (USP) e crítica assídua do modelo capitalista, a filósofa Marilena Chauí foi recebida essa semana por uma verdadeira multidão de jovens da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Auditório lotado, gente sentada no chão e escadas, porta entupida de espectadores e a entrada da universidade igualmente lotada, com alunos que assistiam à palestra em uma transmissão ao vivo, feita pela TV UERJ. Assim foi recebida Marilena, que falou sobre a crise nas universidades públicas brasileiras. | Confira a entrevista completa.

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Campanha #MeuProfessorRacista denuncia racismo em locais de ensino

[Por Victória Damasceno – Carta Capital – 04.04.2017] Na sala de aula, ela tirou uma nota considerada boa. Com a prova corrigida, o professor fez Tati Ribeiro Nefertari refazer o exame ao seu lado, como prova de que havia conseguido atingir aquela nota sozinha.

“Refiz a prova, tirei uma nota ainda maior, e não tive um pedido de desculpas”, conta Nefertari numa postagem em seu Facebook com a hashtag #MeuProfessorRacista.

Com o intuito de fazer denúncias de professores que cometeram atos de racismo nas salas de aula, o coletivo Ocupação Preta da USP, formado por alunas e alunos negros da universidade, lançou a campanha #MeuProfessorRacista, em que negros e negras contam situações de racismo que sofreram nos ambientes escolares e universitários. | Continue lendo.

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MPF aciona a Record por racismo contra Ludmilla  

[Redação Carta Capital – 04.04.2017] O Ministério Público Federal acionou a TV Record de Brasília por racismo no caso envolvendo o apresentador do programa Balanço Geral DF, Marcos Paulo Ribeiro de Moraes, o “Marcão do Povo”, e a cantora Ludmilla, chamada pelo comentarista de “macaca” durante o quadro “A Hora da Venenosa”, no dia 9 de janeiro de 2017.

O inquérito civil pede exibição de programação anti-racista por 10 dias no mesmo horário e duração do quadro original e indenização por dano moral coletivo no valor de R$500 mil.

O inquérito civil contra a rede de televisão e o apresentador foi instaurado a partir de representação do coletivo Intervozes e Andi – Comunicação e Direitos.

“É uma coisa que não dá para entender. Era pobre e macaca. Pobre, mas pobre mesmo”, disse o apresentador na ocasião, veiculada na capital federal, em suas cidades satélites e em três cidades de Goiás, enquanto comentava uma notícia sobre Ludmilla ter evitado fotos com fãs. “Eu sempre falo… eu era pobre e macaco também”, continuou, tentando consertar a ofensa.

“A expressão ‘macaco’ é diuturnamente utilizada na sociedade brasileira nas mesmas circunstâncias verificadas no caso, isto é, com propósitos evidentemente racistas, sempre visando à fragilização do negro com base na cor da pele que ostenta”, diz ação do Ministério Público Federal.

“A palavra macaco é uma das poucas expressões que consegue simbolizar com tanta força e clareza a discriminação racial e a perpetuação de uma cultura racista e preconceituosa”, afirmam os procuradores. | Continue lendo!

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