Autor: Luisa Vieira

A informação como fonte de poder político  

[Por Laurindo Lalo Leal Filho – Revista do Brasil – Março/2017] Faz pouco mais de cem anos. Em 1910, o sociólogo alemão Max Weber propôs ao 1º Congresso da Associação Alemã de Sociologia uma nova pesquisa. Ele queria saber se “o crescente capital fixo da imprensa significaria também um aumento do poder que permite moldar a opinião pública arbitrariamente”.

No início do século 20, nos primórdios do cinema, antes do rádio e da TV e muito distante da internet, apenas os jornais serviam como meio de comunicação de amplo espectro. Ainda assim já eram percebidos por Weber como fortes instrumentos de poder, na medida em que acumulavam capital e dominavam áreas maiores do mercado.

No entanto, na mesma época e pelas décadas seguintes esse poder seguiu camuflado pela ideia de que a imprensa seria um quarto poder, capaz de acompanhar criticamente as ações dos poderes institucionais. Até que, em alguns momentos, ela exerceu esse papel . Mas, a medida em que as empresas de comunicação cresciam, incorporavam novas tecnologias, agregavam sob uma mesma direção novos veículos, o rumo editorial mudava gradualmente de direção. | Leia o artigo completo.

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Lei da terceirização acaba com concurso público, diz procurador-geral do Trabalho

[Por Camila Rodrigues da Silva – Brasil de Fato SP – 23.03.2017] A Lei que regulamenta a terceirização ampla no país, aprovada nesta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, seria o fim do concurso público e um incentivo ao nepotismo nos municípios, no Estado e na União. Essa é a avaliação do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, que enumera consequências negativas para os trabalhadores, para o serviço público e até para o capital.

“Não vai ter mais concurso público porque todos esses serviços poderão ser terceirizados”, avalia Fleury.

O procurador projeta o futuro a partir de dados sobre os atuais terceirizados.”Os índices de acidentes de trabalho são muito altos: de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho fatais, oito são terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho”, exemplifica. | Leia a entrevista completa.

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A Revolução Pernambucana em quadrinhos    

[Por Roberta Jansen/ Carta Capital – 26.03.2017] Pouco antes de se tornar oficialmente independente de Portugal, o Brasil abrigou, durante 74 dias, uma pequena república libertária e abolicionista, muito diferente da monarquia absolutista vigente. Único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória, a Revolução Pernambucana de 1817 é pouco conhecida entre o grande público. Mas isso pode, aos poucos, mudar. Desenhista da Marvel e da DC Comics, o pernambucano Thony Silas acaba de lançar A Noiva, uma história em quadrinhos sobre a revolta republicana, que está completando 200 anos. O livro chega no próximo mês às livrarias.| Saiba mais.

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Violação do sigilo da fonte: atentado ao direito à comunicação

[Por Tatiana Stroppa – Intervozes – 24.03.2017]

Na terça-feira, 21, o blogueiro Eduardo Guimarães, autor do Blog da Cidadania, foi conduzido coercitivamente para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, além de ter computadores e celulares apreendidos por ordem do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, em inquérito que apura o suposto vazamento de informações da 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2016.

Na época, Eduardo Guimarães antecipou informações sobre a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e acerca de diligências de busca e apreensão na sede do Instituto Lula.

A Justiça Federal no Paraná, como os membros do Ministério Público Federal, que atuam na Lava Jato, emitiram notas para explicar a situação. Segundo a JF, “Eduardo Guimarães não é jornalista e seu blog destina-se apenas a permitir o exercício de sua própria liberdade de expressão e a veicular propaganda político-partidária”; “não é necessário diploma para ser jornalista, mas também não é suficiente ter um blog para sê-lo” e “a proteção constitucional ao sigilo de fonte protege apenas quem exerce a profissão de jornalista, com ou sem diploma”. | Continue lendo.

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Fisenge e NPC lançam cartilha sobre a Reforma Política  

[Por Ívina Costa – NPC] A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e o Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) lançam a cartilha REFORMA POLÍTICA, com o objetivo de fortalecer o debate deste tema tão caro à população e cada vez mais imprescindível no cenário político brasileiro.

“O Brasil adota hoje um sistema político que precisa ser revisto e a cartilha trata disso. Ela explica o atual sistema, que a gente tem profundas divergências, e apresenta algumas bandeiras fundamentais, como, por exemplo, a adoção do financiamento público de campanha”, explica Clovis Francisco, diretor presidente da Fisenge. Para ele, a correlação de forças no país é perversa, uma vez que o capital domina o Congresso Brasileiro.

Para aumentar a representatividade do povo na política, são apresentadas outras propostas, como a democratização da comunicação e a abordagem do sistema político e eleitoral brasileiro nas escolas. “Quem está encastelado hoje no Congresso não quer esse debate. Então, precisamos enfrentar isso nos sindicatos, nas fábricas e em todos os recantos do país”, explica Clovis. | Continue lendo.

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