Autor: Luisa Vieira

Filme Grita Povo – Comunicação popular da classe operária

Esse foi o documentário que inspirou o NPC a produzir um filme sobre a comunicação popular no Rio de Janeiro hoje. A partir do jornal “Grita Povo”, criado no final da ditadura militar (1978-1981) e que dá o nome ao filme, cria-se o enredo do documentário. A criação desse jornal foi uma das medidas desenvolvidas pelas necessidades de driblar a censura e pela percepção da necessidade dos trabalhadores de documentarem sua própria luta. Na segunda parte do filme mostra-se como a comunicação e a educação, juntas, foram as armas utilizadas por aquela comunidade de São Miguel Paulista na luta por uma sociedade diferente daquela que lhes era oferecida pela ditadura. O filme está disponível aqui.

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Documentário Comunicação Popular no Rio: quem faz

Esse filme, produzido pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), foi exibido no 22º Curso Anual do NPC na quinta-feira pela manhã (17/11). Ele acompanha diversas experiências em comunicação popular na cidade do Rio de Janeiro. São jornais, programas de rádio e de televisão produzidos por moradores de diversas comunidades, como o morro do Borel, o conjunto de favelas da Maré, Santa Marta, Rocinha e outros espaços. O filme também apresenta a experiência da entidade na promoção de cursos para a formação de comunicadores populares e no incentivo à criação de veículos produzidos pelos trabalhadores para os trabalhadores. Assista!

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Livro-agenda NPC 2017 – MULHERES DE LUTA

Quem já adquiriu algum livro-agenda do NPC sabe que o material é uma rica fonte de informação, pesquisa e também serve de inspiração para os desafios que se apresentam no tempo presente. Para 2017, escolhemos o tema MULHERES DE LUTA. A cada dia, são lembradas operárias, comunistas, escravizadas, camponesas, estudantes, feministas, anarquistas, professoras e tantas outras mulheres de luta. Flora Tristan, Frida Kahlo, Mercedes Sosa, Ana Montenegro, Clara Zetkin, Patrícia Galvão (Pagu), Laura Brandão, Dona Penha, Violeta Parra, Clarice Lispector, Letícia Sabatela, Dandara dos Palmares são alguns nomes recuperados. Também são lembradas as tantas mulheres que resistiram à ditadura brasileira, muitas chegando a participar diretamente da guerrilha do Araguaia. Para a abertura dos meses, foram convidadas escritoras e militantes de diversas áreas para apresentar uma forma de luta específica.

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Livro Olho de Vidro: A televisão e o estado de exceção da imagem

Esse livro, da filósofa Márcia Tiburi, foi inspirado na experiência da autora no programa “Saia Justa”, da GNT. A partir dessa vivência, ela resolveu refletir sobre a presença da TV em nossas vidas. O livro está dividido em três partes. Na primeira, “Olho”, ela trata do aparelho como um “olho de vidro”, uma espécie de “prótese do conhecimento” que determina a forma como vemos. Na segunda parte, “tela”, reflete sobre como a relação do ser humano com o conhecimento passa por diversas telas ao longo da história (pintura, foto, TV e, hoje em dia, computador e celular). Por fim, em “distância” reflete sobre a distância entre a produção de conteúdo e o desejo do espectador. No prefácio, ela fala sobre seu método de pesquisa, em referência ao “Discurso do método” do filósofo Descartes e, por fim, apresenta um “Opticário”, ou seja, uma espécie de glossário com termos que têm a ver com o olhar. Para comprar, basta clicar aqui.

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Livro As batalhas de O Globo: ditadura militar, Lula X Collor, privatizações e a vitória do PT em 2002

João Braga Arêas foi palestrante no 22º Curso Anual do NPC. Ele esteve na mesa “As batalhas da mídia: de 1964 a 2016”. Nós o convidamos por ter pesquisado a atuação das organizações Globo e, em especial, do jornal O Globo, nos últimos anos. Neste livro, o autor analisa detalhadamente a trajetória dessa empresa, mostrando como o jornal O Globo atua como propagandista das grandes empresas no Brasil, defendendo governos antipopulares (como Collor de Melo) e as privatizações. Somado a isso, a empresa desqualifica e criminaliza as organizações populares que conservam algum grau de autonomia. Nada mais atual, já que, como sabemos, a Rede Globo não apenas apoiou a ditadura em 1964, mas também foi fundamental para o golpe de 2016. Compre aqui.

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