Autor: Luisa Vieira

Ação do Estado foi fundamental para que furacão não deixasse nenhum morto em Cuba

[Por Tereza Cruvinel/ Brasil 247] Num momento em que o Brasil volta a cultuar o Estado mínimo, alguma coisa podemos aprender com a passagem do furacão Mathew. O Haiti foi devastado, mais de mil pessoas morreram, sem contar as vítimas fatais e os desabrigados em toda a América Central e nos Estados Unidos. Sabem quantas pessoas morreram em Cuba? Nenhuma. A diferença: a ação do Estado. Isso não saiu na mídia e muito menos nas agências americanas de notícias. | Continue lendo.

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Jornalista da Maré, Gizele Martins quer que nova agenda urbana da ONU garanta direito à vida de populações faveladas

Favelas já existem há mais de cem anos no Rio de Janeiro, mas seus habitantes ainda não têm direito pleno à moradia e a maioria não tem registro de suas residências. Nas comunidades, estão vulneráveis à violência do Estado e às consequências de iniciativas de desenvolvimento que não incluem os moradores nos processos de decisão. O alerta é da jornalista carioca e moradora do Morro do Timbau, no Complexo da Maré, Gizele Martins, que representou a sociedade civil brasileira na Terceira Conferência da ONU sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, a Habitat III.

O evento foi realizado de domingo (16) a quinta-feira (20). Ao final, os países-membros da ONU adotam um compromisso por políticas urbanas mais inclusivas e sustentáveis. Uma das pautas discutidas por Gizele em painel sobre projetos de urbanização em megacidades são as remoções de populações faveladas na capital fluminense e a militarização da vida em comunidade em anos recentes. Ela ressaltou que, de 2009 a junho de 2106, 77 mil pessoas foram removidas de comunidades da cidade, conforme os dados da campanha “Rio 2016, os Jogos da Exclusão”. “Favelas foram retiradas de espaços mais ricos como a Barra da Tijuca para dar lugar a vias expressas e instalações esportivas”, denuncia Gizele, que trabalha com comunicação comunitária e capacitação de jovens sobre cultura e história das comunidades.

Voa, Gizele!

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Brasil tem mais de 600 escolas ocupadas contra medidas do governo Temer

O Brasil tem hoje mais de 600 escolas ocupadas contra as medidas do governo Temer na área da educação que estão em andamento. São elas a PEC 241, que congela os gastos públicos por 20 anos e vai afetar diretamente o orçamento destinado à educação; as propostas de Projeto de Lei chamadas de “Escola sem Partido” – ou “lei da mordaça” -; e a Medida Provisória da reformulação da grade curricular do Ensino Médio.

O movimento, que teve início em 22 de setembro e ganhou força após a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC 241, está sendo chamado pelos estudantes de “Primavera Secundarista”.

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Aplicativo colabora na defesa dos direitos dos trabalhadores da Embraer

O aplicativo “Rádio Peão” foi desenvolvido para ampliar a comunicação e organização de base dos trabalhadores da Embraer. A ferramenta, que antes tinha o nome de “Tamo Junto”, foi remodelada e agora tem novas atualizações. O objetivo é manter os trabalhadores informados sobre suas principais reivindicações e anseios. Quem desenvolveu foi Herbert Claros, do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, que estará em nosso Curso Anual. Ele se disse inspirado em Vito Giannotti, que dizia que todos os meios devem ser usados, e a comunicação operária é fundamental para organizar os trabalhadores. Saiba mais sobre a iniciativa!

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Publicação recém-lançada aborda os contratos entre a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura do Rio

Grupos de pesquisa da UNIRIO e da UFRJ acabaram de lançar a importante publicação “Quem são os donos da educação e da cultura no Rio de Janeiro?: os contratos entre a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura”. Na publicação, são avaliados contratos públicos que remetem a programas educacionais para o ensino público e à concepção e realização de aparelhos culturais como Museu de Arte do Rio e Museu do Amanhã. Os acordos foram firmados entre 2009 e 2015 sem exigência de licitação. Pelo material, percebemos como a Prefeitura garante o monopólio da Fundação Roberto Marinho nos projetos culturais e educacionais e, dessa forma, obtém o apoio da Rede Globo de Comunicação. É um material importantíssimo para se desvendar as relações entre o poder público do Rio e a maior empresa de comunicação do país. Confira aqui o material completo!

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