Autor: Luisa Vieira

É a política, não a matemática: em vez de dialogar com os estudantes, o MEC preferiu adiar o Enem

[Por Flávia Oliveira/ O Globo] Matematicamente, a conta é tão simples que está na grade curricular do ensino fundamental. É de 2,2% a proporção de estudantes que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) um mês depois do previsto, em razão das ocupações nas escolas. São 191.494 num universo de 8,6 milhões de inscritos; dois em cada cem. Difícil crer que o aparelho burocrático do Ministério da Educação não teve tempo ou habilidade para remanejar os locais de prova de dois centésimos dos estudantes. Por trás do adiamento está a decisão política de retaliar a reação dos jovens à medida provisória da reforma do ensino médio e aos efeitos da PEC 241 (renumerada no Senado para PEC 55) no orçamento da educação. | Continue lendo.

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Por Claudia Santiago Giannotti: para ajudar a pensar sobre o resultado das eleições no Rio

A jornalista do NPC, Claudia Santiago Giannotti, fez uma publicação no Facebook convocando todos e todas a pensar sobre o resultado das eleições no Rio. Ela lembrou a existência do jornal “Folha Universal”, distribuído de mão em mão, desde 1992. Tiragem? Mais de 1 milhão e 700 mil. E o jornal da esquerda, cadê? Essa é a preocupação que tem motivado o NPC há 20 anos.

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Brasil é o país que mais mata no mundo

[Por Sérgio Domingues/ Pílulas Diárias] Em 28/10, os jornais divulgaram dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. As estatísticas revelam o Brasil como o país que mais mata no mundo. Entre 2011 e 2015, foram 278 mil ocorrências de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial no Brasil. No mesmo período, foram 256 mil mortes violentas na Síria, em guerra civil desde 2011.

Mas aqui também não passaríamos por um conflito interno não oficializado? De um lado a polícia mais violenta do planeta. De outro, criminosos que, estranhamente, têm acesso a armamento pesado de uso exclusivo das forças armadas. Aqui, como na Síria, as maiores vítimas são inocentes, principalmente pretos e pobres. Mas, se tudo isso é verdade, onde estariam nossos refugiados?

No encontro em que foram anunciados os terríveis números de nossa “segurança pública”, Michel Temer anunciou mais verbas para o setor. Destas, pelo menos, R$ 788 milhões para a construção de penitenciárias. Mais prisões num país que está entre os que mais encarceram no mundo sem que isso tenha levado a qualquer alívio importante na violência.

Possivelmente, são nesses cárceres que estão muitos de nossos refugiados. Neles e nos bairros pobres, verdadeiros campos de internação, com seus toques de recolher impostos por polícia, milícia ou tráfico.

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