Autor: Luisa Vieira

Atividade, em Volta Redonda, lembra o massacre dos trabalhadores da CSN de 1988 

“No dia 7 de novembro de 1988, os operários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) entraram em greve. Lutavam pela implantação do turno de 6 horas, reposição de salários usurpados por planos econômicos e reintegração dos demitidos por atuação sindical. A greve envolveu a comunidade de Volta Redonda. No dia 9 de novembro, soldados do Exército de vários quartéis do estado e do Batalhão de Choques da Polícia Militar do Rio de Janeiro dispersaram uma manifestação em frente ao escritório central da companhia e invadiram a usina. Mataram William Fernandes Leite, 22 anos, com tiro de metralhadora no pescoço. Mataram Valmir Freitas Monteiro, 27 anos, com tiro de metralhadora nas costas. Mataram Carlos Augusto Barroso, 19 anos, com esmagamento de crânio”. Esse é um trecho de um texto escrito pela jornalista Claudia Santiago Giannotti, do NPC, sobre este trágico acontecimento que marcou a história da cidade e dos trabalhadores brasileiros em geral. Para lembrar a data, no dia 9 de novembro deste ano será lançado o Centro de Referência e Memória, com debate e exibição do documentário “Sacerdote do Povo”, sobre a vida de Dom Waldir Calheiros. A atividade será na Rua Doze, s/n, Vila Santa Cecília.

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Livro ‘Propaganda e legitimação na ditadura militar brasileira (1968-1977)’

Foi lançado, em outubro, o livro “Propaganda e legitimação na ditadura militar brasileira (1968-1977)”, pela Editora Prismas. O trabalho é fruto da dissertação de mestrado defendida pelo autor David Antonio de Castro Netto no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Maringá. O objetivo do livro é analisar as relações estabelecidas entre a ditadura e as propagandas brasileiras, com destaque para aquelas veiculadas na televisão. Entre outros assuntos, o livro trata da ascensão das agências nacionais e sua aproximação ideológica com o “projeto de comunicação” veiculado pela agência oficial, a Assessoria Especial de Relações Públicas (AERP) e sua sucessora, a Assessoria de Relações Públicas (ARP). O livro pode ser adquirido no site da editora. Confira!

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Série Black Mirror ajuda a pensar nas consequências da tecnologia

No último mês estreou, na Netflix, a nova temporada da série Black Mirror, que trata do avanço e do poder dos aparelhos eletrônicos e das consequências da dependência tecnológica. Os últimos dois capítulos, especialmente, são boas dicas para quem quer pensar sobre a fabricação dos inimigos e também sobre as consequências da destilação do discurso de ódio pelas redes sociais.

“Black Mirror tem como característica a capacidade de gerar uma espécie de paranoia tecnológica, uma angústia relacionada à maneira como a interface digital está se fazendo presente de maneira determinante em todos os âmbitos da vida em sociedade”, publicou Ana Freitas no artigo “Por que a série ‘Black Mirror’ é tão perturbadora”. Para ler, basta acessar aqui.

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Por Ana Júlia, de 16 anos, em discurso na Assembleia Legislativa do Paraná

A minha pergunta inicial é: De quem é a escola? A quem a escola pertence? […] É com a confiança de que vocês conhecem essa resposta que eu falo sobre a legitimidade desse movimento [de ocupação das escolas]. É um insulto a nós que estamos lá, nos dedicando e procurando motivação todos dias, ser chamados de doutrinados. É um insulto aos estudantes, é um insulto aos professores. A nossa dificuldade em conseguir formar um pensamento é muito maior que a de vocês. Temos que ver tudo que a mídia nos passa, fazer um processo de compreensão, de seleção, para conseguir ver do que vamos ser contra, do que vamos ser a favor. É um processo difícil decidir por que lutar. Mesmo assim a gente ergueu a cabeça e estamos enfrentando isso.

[Para assistir ao discurso completo, basta acessar aqui.]

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