Autor: Luisa Vieira

Quinta (17/11), 14h às 16h: O uso da internet na resistência ao golpe de 2016

Devido à concentração dos meios de comunicação, a internet tem se apresentado como um campo mais aberto à circulação de informações variadas. Por ela, é possível ter acesso e divulgar pensamentos alternativos aos que aparecem nos meios tradicionais. Muitas pessoas que não concordavam com o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff recorreram às redes sociais para denunciar o golpe em andamento, o que, como sabemos, não teve o sucesso esperado. Para refletir sobre o uso da internet na resistência ao golpe, os acertos e os erros, estarão presentes o ex-deputado e primeiro presidente da Comissão Estadual da Verdades de São Paulo, Adriano Diogo; o jornalista e editor da “Revista do Brasil”, Paulo Donizetti; e a jornalista, diretora do Centro de Estudos Barão de Itararé e coordenadora do FNDC, Renata Mielli.

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Quinta (17/11), 16h às 18h: A televisão no Brasil 

Apesar das possibilidades da disputa de opiniões colocadas pela internet, sabemos como a televisão ainda tem um imenso poder para formar corações e mentes em nosso país. Novelas, telejornais, séries e programas variados, como os de auditório, os policiais e até os de culinária, são campeões de audiência. Na maioria das vezes, eles servem para reproduzir preconceitos e formas violentas de pensar e agir. Um dos canais de TV aberta que apresenta uma alternativa a esse contexto é a TV Brasil, canal que, no entanto, vem sendo atacado de diversas formas pelo atual governo. Para pensar sobre o poder da Televisão no Brasil hoje e como a esquerda pode se apropriar dela, convidamos a escritora, professora e filósofa Márcia Tiburi, autora de “Como Conversar com um fascista” (Record, 2015); e Laurindo Leal Filho, professor da USP, diretor e apresentador do programa VerTV, da TV Brasil.

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Sexta (18/11), das 9h às 13h: As batalhas da mídia – de 1964 a 2016  

Nesta mesa, contaremos com a presença de professores e pesquisadores que falarão sobre o papel da mídia nos golpes de 1964 e 2016, além de sua defesa incontestável do neoliberalismo. Para pensar sobre o apoio, a consolidação e a criação de um pensamento favorável aos golpes ontem e hoje, foram convidados o professor e pesquisador Nilson Lage, uma das principais referências do estudo de jornalismo no Brasil, que atualmente atua na UFSC; o professor João Braga Areas, autor do livro “As batalhas de O Globo”, no qual nos inspiramos para escolher o título dessa mesa; Francisco Fonseca, professor da FGV em São Paulo que se tem debruçado sobre o estudo das políticas públicas, liberalismo, democracia, hegemonia e imprensa no Brasil; e, por fim, Luis Felipe Miguel, professor da UNB, onde coordena o Grupo de Pesquisa sobre Democracia e Desigualdades (Demodê).

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Sexta (18/11), das 14h às 16h: O jornalismo na comunicação sindical e disputa de hegemonia

O NPC foi criado com o objetivo de estimular, valorizar e conscientizar dirigentes sindicais para a importância da comunicação sindical na defesa dos direitos dos trabalhadores. Por isso, em todas as edições do curso anual temos dedicado um momento para apresentar o que se tem produzido nessa área hoje. Jornais, revistas, blogs, sites, redes sociais, rádio e TV têm sido as ferramentas utilizadas pelos sindicatos para se comunicar com a categoria a respeito de suas questões específicas e de temas referentes à cidade, ao país e ao mundo. Nessa mesa, conheceremos melhor as ideias sobre comunicação sindical e o que tem sido posto em prática. Estarão presentes a jornalista e professora de história Claudia Santiago, criadora do NPC; o professor Joel Almeida, ex-presidente e atual diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Sergipe (Sintese); o jornalista e diretor de comunicação do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região (Sindmeta – SJC), Herbert Claros; e o pesquisador e coordenador de comunicação do Sindicato dos Comerciários, Luis Henrique Nascimento. Esperamos que as iniciativas apresentadas sirvam de inspiração aos demais sindicatos presentes.

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Sexta (18/11), das 16h às 18h: Ideologia, representação e análise crítica da mídia

Os temas dessa mesa são, de certa forma, os assuntos que perpassam o 22º Curso Anual como um todo. Para esse momento, convidamos professores e pesquisadores que apresentarão uma visão teórica e prática de como a chamada “grande mídia” colabora com a perpetuação de uma certa ideologia por meio da repetição de certas representações. Os professores Pedrinho Guareschi, da UFRGS, e Kleber Mendonça, coordenador do Núcleo de Estudos em Violência e Comunicação da UFF, colaborarão conosco para as reflexões sobre esse assunto.

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