Autor: Luisa Vieira

Mobilização de professores deixa seis mortos no México

[Texto: CNTE] No último dia 19 de junho, um protesto pacífico de professores no México, terminou com 6 pessoas mortas e deixou dezenas de feridos, no confronto. A repressão contou 800 policiais federais, helicóptero, bombas de gás lacrimogêneo e armamento pesado.

Cerca de 500 manifestantes entre, professores, pais e estudantes, bloquearam a rodovia 190, em Oaxaca, estado do sul mexicano. O ato era pelo fim das reformas na educação, adotadas há três anos pelo presidente Enrique Peña Nieto, e que já causou milhares de demissões injustas, comprometendo a mais do que precária qualidade do ensino.

Durante os enfrentamentos, que iniciaram por volta das 10 horas e se prolongaram até as 15 horas, vários ônibus e automóveis foram queimados. Ao final, a comunidade conseguiu fazer com que os militares retrocedessem.

Diante do ocorrido, movimentos sociais e entidades populares, artistas e intelectuais mexicanos e de outros 14 países fizeram uma conclamação a que o governo de Peña Nieto pare com a repressão e atenda às “justas demandas” do magistério com soluções apropriadas.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) repudia a violência contra os professores em Oaxaca, e apela a toda a comunidade de ensino, estudantes e a sociedade em geral para mostrar sua rejeição ao ocorrido e exigir justiça para as vítimas.

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Frente em defesa da EBC pede apoio de deputados contra desmonte da empresa

Uma Frente em Defesa da EBC e da Comunicação Pública participou de uma audiência com deputados federais para pedir ajuda para conter as ameaças de desmonte da Empresa Brasileira de Comunicação. A empresa, criada para gerir a Agência Brasil e várias emissoras, como a TV Brasil e a Rádio Nacional, tem sido o centro de grandes polêmicas que foram debatidas na última terça, dia 21 de junho, em uma audiência conjunta de três comissões da Câmara.

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Como a França exportou métodos de tortura para o Brasil

Acaba de ser lançado o livro “A Tortura como arma de guerra” de Lenedeide Duarte-Plon. A autora revela, após uma série de entrevistas com o coronel Paul Aussarresses, que, embora negada pela França, a tortura foi usada como legítima arma de guerra durante a guerra de Argélia (1954-1962). As técnicas empregadas foram exportadas para outros países, como os Estados Unidos e o Brasil. Aussarresses foi adido militar no Brasil, na década de 1970.

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