Autor: Luisa Vieira

Jornalistas lançam projeto colaborativo para financiar reportagens humanas e profundas sobre Cuba 

A proposta do projeto #VaiPraCuba é visitar Havana para saber como anda a vida no último reduto comunista das Américas, após a retomada das relações diplomáticas com os Estados Unidos, a criação das zonas livres de wi-fi, o investimento pesado em infraestrutura turística. As jornalistas Najla Passos e Ana Flávia Flôres se propõem a apurar várias possibilidades de pautas sobre Cuba, que, aliás, são imensas. A proposta do projeto que elas apresentam é realizar uma reportagem de fôlego sobre a ilha atual, que será distribuída ao público através do blog e, posteriormente, de veículos da imprensa alternativa. A reportagem unirá abordagens diversas, que perpassam aspectos políticos, econômicos, de direitos humanos, de costumes, de luta social. Será produzida entre Brasília e Havana, ouvindo especialistas e pesquisadores que se dedicam a estudar a ilha. Mas também ouvirá gente do governo cubano, do mercado e, principalmente, o povo da ilha mais emblemática do mundo. Para saber mais sobre o projeto e saber como colaborar, acesse aqui.

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Samba e luta em ocupação de escola na zona norte do Rio de Janeiro

Já dizia o Mestre Candeia: “enquanto se luta se samba também”. Sábado, dia 7 de maio, sambistas e estudantes prestarão uma homenagem a Luiz Carlos da Vila e realizarão uma roda de samba na ocupação da escola que leva o nome desse grande compositor, no bairro de Manguinhos. A roda vai de 12h30 às 15h e contará com a participação de Nina Rosa, Marina Iris, Manuela Trindade e Anderson Vaz, entre outros. Além da homenagem, os sambistas entram nessa para fortalecer a luta dos estudantes do Rio de Janeiro. Apareçam! O Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila fica na Avenida Dom Helder Câmara, 1184.

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Você sabia que FHC depôs na Polícia Federal?

[Por Claudia Santiago Giannotti] Uma rápida olhada nas capas de O Globo nos revela que mais uma vez o jornal da família Marinho está envolvido em um golpe contra o Brasil. O grupo, que há pouco pediu desculpas por ter apoiado a Ditadura Civil Militar, insiste na sua política de sempre. Foi assim na eleição de Fernando Collor, na implementação do neoliberalismo no Brasil e é agora no golpe de 2016. Jornais, rádios e TVs do Sistema Globo vem atuando desde a última eleição presidencial para desestabilizar o governo Rousseff. Primeiramente fizeram isso com uma chuvarada de notícias ruins. E depois a partir de uma série de denúncias, algumas sem sentido algum, contra o Partido dos Trabalhadores, atuando para tirar o PT da cena política brasileira. Sobre os outros partidos e os outros envolvidos em denúncias de corrupção, não se fala nada. O depoimento de FHC à Polícia Federal foi tratado com extrema delicadeza, quando tratado foi. O de Lula, por sua vez, foi repleto de truculência, falsificações, explorações vis. A cobertura chocou os mais sensíveis que desligam correndo a TV quando começa o Jornal Nacional porque se sentem mal. E chocou os correspondentes internacionais por tamanha parcialidade, mesmo aqueles que cobriram as atrocidades do governo Bush na guerra contra o Iraque (Ler “Deus é Inocente, a Imprensa não”, de Carlos Dorneles). Agora este jornal tenta com todas as suas forças legitimar um possível governo Temer. Não vai conseguir. Haverá reação até mesmo dentro da própria Globo. Leia o texto completo.

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Projeto analisa propaganda da nova marca da TIM Brasil: “Não há negros”

Foi pro ar hoje o primeiro trabalho do Denegrida, um projeto que analisa a presença de negras e negros na mídia do Brasil (TV, internet, publicidade…). A primeira análise é sobre a publicidade de lançamento da nova marca da TIM. Aparentemente há 9 pessoas em destaque, mas nenhuma delas é negra. Foi observado que aos 4 segundos uma mulher negra aparece de costas e aos 6 segundos pelo menos uma das amigas da personagem principal tem cabelo crespo, mas sua pele é clara. Só isso. Criador do projeto, o professor Arthur William explica a sua motivação: “Desde criança, olho para as propagandas de TV e não vejo o Brasil representado de verdade, algo que me incomodava muito, já que minha família é multiracial. Hoje inicio um projeto de análise da presença de negros e negras na publicidade. Como professor de Comunicação, é minha contribuição para formação de profissionais mais atentos à diversidade étnica”. Confira na página!

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