Autor: Luisa Vieira

Livro A onda conservadora: ensaios sobre os atuais tempos sombrios no Brasil

Foi lançada, recentemente, a coletânea de artigos A onda conservadora: ensaios sobre os atuais tempos sombrios no Brasil. O livro é composto por 20 corajosos ensaios que indicam os desafios a ser enfrentados pela esquerda brasileira a partir de uma análise criteriosa de muitos problemas e dimensões da realidade brasileira. Dentre os autores estão Guilherme Boulos, Ruy Braga, Demian Melo, Marcelo Badaró Mattos, Alvaro Bianchi e outros nomes de peso. Um dos textos, assinado por Carla Luciana Silva, é sobre a direita e sua imprensa, refletindo sobre o papel da revista Veja. Como diz a professora Elaine Rossetti Behring, “trata-se de uma crítica radical, no seu sentido mais profundo: ir à raiz das questões postas, na perspectiva de fornecer argumentos para a luta que pretende recompor um projeto de esquerda no Brasil”. Um livro fundamental para os dias de hoje. Está à venda na Livraria Antonio Gramsci. Para comprar, basta clicar aqui.

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Filme Ele está de volta, disponível no Netflix

O filme alemão Er Ist Wieder Da (Ele Está De Volta) mostra como seria a volta de Adolf Hitler na Alemanha dos dias atuais. O filme apresenta cenas reais de diálogos entre o ator que interpreta o ditador nazista e a população. O ator/personagem é abordado diversas vezes por apoiadores que, sem o menor pudor, declaram que o país precisa novamente de uma experiência nacionalista para trazer de volta “os bons costumes perdidos”.

O filme serve de alerta para a sociedade alemã em tempos de crise. Não apenas para a Alemanha, mas para vários países em que vemos o crescimento de partidos de extrema-direita e de grupos neonazistas, que defendem o uso da violência e o ataque aos direitos para combater a “corrupção” e os “maus costumes”. Para nós, brasileiros, o filme também serve de alerta. Basta lembrar que um parlamentar homenageou recentemente um ex-torturador do regime militar sem pudor algum, em plena Câmara dos Deputados.

O filme faz lembrar outra produção alemã, “A Onda”, sobre a sedução do discurso fascista. Ambos estão disponíveis no Netflix.

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Quatro Primeiros de Maio de ontem, lições para hoje

Na foto, manifestação do 1º de Maio de 1919, na Praça Mauá, Centro do Rio de Janeiro. Cerca de 60 mil trabalhadores compareceram ao ato na então capital do País, que tinha 600 mil habitantes

Quais as lições que tiramos do nosso passado, sobre o 1º de Maio? Qual foi a tradição durante todo o século XX, da nossa classe trabalhadora? Como o Brasil se inseriu na história das lutas do mundo do trabalho?

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5 de maio: nascimento de Karl Marx

No dia 5 de maio de 1818, nasceu o grande filósofo e teórico Karl Marx. “…Marx era, acima de tudo, um revolucionário. Cooperar para a derrubada da sociedade capitalista, contribuir para a emancipação do proletariado. A luta era seu elemento”. Esse é um trecho do discurso de Friedrich Engels, proferido no túmulo de Marx em 17/3/1883. Os dois redigiram O Manifesto do Partido Comunista, publicado em 1848, com críticas ao capitalismo e uma avaliação sobre a luta de classes, o papel do proletariado e a ação revolucionária dos comunistas, uma referência até hoje para a esquerda internacional. Dentre as várias obras, uma de grande importância é O Capital, cujo primeiro volume foi publicado em 1867 e reúne as críticas do teórico ao sistema capitalista. Quando morava em Londres, Marx foi um dos criadores da Associação Internacional dos Trabalhadores, que ficaria conhecida como a Primeira Internacional, tornando evidente a máxima que vemos escrita em seu Manifesto: “proletários de todo o mundo, uni-vos”.

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