Autor: Luisa Vieira

Como conversar com um fascista

A filósofa Marcia Tiburi traz, em Como conversar com um fascista, um propósito filosófico-político: pensar com os leitores sobre questões da cultura política experimentada diariamente, de um modo aberto, sem cair no jargão acadêmico. O argumento principal é como pensar em um método, ou uma postura, para contrapor o discurso de ódio, seus reflexos na sociedade brasileira e repercussão nas redes sociais. Tiburi propõe o diálogo como forma de resistência e analisa notícias recentes e acontecimentos do mundo político para mostrar mais uma vez que é possível falar sobre temas complexos de maneira que todos compreendam.

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A OAB está onde esteve em 1964: no golpe

[Por Ayrton Centeno] Houve quem se surpreendesse com a decisão do Conselho Federal da OAB de apoiar o impeachment de Dilma Rousseff. Mas quem sabe como a Ordem se comportou 52 anos atrás recebeu a notícia até com certo enfaro. Zero de espanto. Em 1964, o Conselho Federal da OAB saudou a deposição de João Goulart e o fim abrupto do governo constitucionalmente eleito. Em êxtase, alegrou-se com o golpe. Quem afirma isto não é o reles escriba mas…a OAB. Abre aspas: “Dessa forma, a Ordem recebeu com satisfação a notícia do golpe, ratificando as declarações do presidente Povina Cavalcanti, que louvaram a derrocada das forças subversivas”. É o que está registrado, com todos os verbos e adjetivos, no próprio site do Conselho Federal.

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Por Leandra Leal, no twitter

“@GloboNews, estou trabalhando e, assim como domingo (13 de março) e ontem, queria acompanhar as manifestações. Cadê a cobertura ao vivo?”

[Leandra Leal questiona a diferença da cobertura feita pela GloboNews. Enquanto as manifestações do dia 13 de março, que pediam o impeachment, foram transmitidas ao vivo, as do dia 18, contra o golpe e pela democracia, não tiveram a mesma repercussão.]

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Por Florestan Fernandes

“Para o sociólogo, não existe neutralidade possível: o intelectual deve optar entre o compromisso com os exploradores ou com os explorados”.

[Assim começa Florestan Fernandes o prefácio do seu livro Em busca do socialismo]

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