Autor: Luisa Vieira

Livro A conquista da América: a questão do outro

Essa obra, escrita por Tzvetan Todorov, conta a história da colonização da América a partir dos relatos de viajantes e cronistas daquele tempo, que haviam recém chegado ao “Novo Mundo” e tiveram que lidar com um “outro” até então desconhecido. É essa relação que Todorov vai focar: as imagens feitas e reproduzidas dos índios, a dificuldade de comunicação, o não reconhecimento dos nativos como “sujeitos”, as relações entre a expansão do cristianismo e a espoliação das riquezas… Tudo isto e muito mais sobre um tempo (século XVI) em que, segundo o autor, se perpetrou o maior genocídio da história da humanidade, com a extinção de cerca de 70 milhões de índios. Diz o autor: “Escrevo este livro para tentar fazer com que não se esqueça esta história, e mil outras semelhantes. Para responder à questão: como se comportar em relação ao outro?, o único meio que encontrei foi contar uma história como exemplo, a história da descoberta e da conquista da América”.

O livro está à venda na Livraria Antonio Gramsci. Compre aqui.

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Filme Spotlight: segredos revelados  

Está em cartaz o filme Spotlight: segredos revelados. Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas em Boston que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. O caso foi ocultado durante anos por líderes religiosos, que transferiram os padres de região ao invés de puni-los pelo caso. O filme mostra, sem glamour, a rotina de uma redação de jornal e as dificuldades que os profissionais da comunicação encontram quando procuram exercer o trabalho com ética e seriedade.

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Vito Giannotti, presente!

Vito nasceu em 15 de janeiro de 1943, em Lucca, na Itália. Foi um verdadeiro nômade: de lá foi para a França, depois para Israel vivenciar as experiências dos Kibutz e, aos 21 anos, veio finalmente para o Brasil. Durante 25 anos, trabalhou como metalúrgico em SP, enfrentando os senhores da FIESP, os pelegos do sindicato e a ditadura que os comandava. Chegou a ser preso pela equipe do Fleury, em São Paulo. Obcecado pela comunicação dos trabalhadores, criou, no início dos anos 1990, junto com sua companheira Claudia Santiago, o Núcleo Piratininga de Comunicação. Dedicou os últimos 23 anos de sua vida a ensinar esta arte a milhares de companheiros pelo Brasil afora.

No dia 24 de julho de 2015, aos 72 anos, Vito faleceu. Dois dias depois, foi velado no Sindicato dos Petroleiros do Rio (Sindipetro). Centenas de militantes do país inteiro compareceram e cantaram, juntos e emocionados, “Bella Ciao” e “A Internacional”, duas músicas que certamente deram o tom da vida do militante.

Vito nos deixou, mas virou semente de esperança e de luta. A lembrança de sua alegria, convicção e força nos move a cada dia. Temos certeza de que Vito está presente dentro de cada um de nós.

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