Autor: Luisa Vieira

Filme Que horas ela volta?

O filme “Que horas ela volta?”, estrelado por Regina Casé e em cartaz em várias cidades do país, está sendo bastante elogiado por questionar a tão naturalizada relação patrão e empregada doméstica no Brasil. Fundamental para a quebra da aparente “harmonia do lar” é a chegada de Jéssica, filha da empregada Val, que resolve prestar vestibular de arquitetura. Ela não aceita o posto de submissão em que se encontra a mãe, mesmo que digam que ela é “praticamente da família”. O filme escancara as relações muito parecidas com as de senhor e escravo que sobreviveram ao longo de nossa história.

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Série ‘Volume Vivo’ estimula o debate sobre a crise da água em São Paulo

Com imagens de noticiários televisivos, depoimentos de especialistas e de quem já convive com o racionamento “não oficial” de água narra a resistência do governo paulista em admitir a gravidade da crise hídrica e a falta de transparência ao não informar a população sobre as consequências dos baixos níveis do reservatório Cantareira, responsável pelo fornecimento de água a 49% da população da Grande São Paulo.

A websérie é parte de um projeto homônimo de pesquisa audiovisual que tem por objetivo chamar a atenção para a necessidade de descentralizar a gestão da água e mostrar a importância da participação da sociedade civil na busca de soluções para o problema.

No total serão produzidos quatro episódios com duração de 15 a 25 minutos cada um. Tais vídeos serão produzidos até o final de 2015, acompanhando o desenrolar da crise. Sempre que um episódio for concluído será disponibilizado, gratuitamente, por meio do website do Volume Vivo. A direção é de Caio Silva Ferraz.

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Por Conceição Evaristo

A nossa escrevivência não pode ser lida como histórias para “ninar os da casa grande” e sim para incomodá-los em seus sonos injustos.

– Conceição Evaristo é uma escritora literária negra, autora de diversos livros.

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Por Mia Couto

Encheram a terra de fronteiras, carregaram o céu de bandeiras, mas só há duas nações: a dos vivos e a dos mortos.

– Trecho do livro Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, do escritor moçambicano Mia Couto.

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Os jornais, o ódio fabricado e a terceirização do ridículo, por Lalo Leal Filho

Houve época no Brasil em que a oferta diária de jornais passava de uma dezena. Embora a maioria estivesse alinhada com interesses conservadores, existiam alternativas. Basta lembrar a Última Hora, de Samuel Wainer, comprometida com a defesa de causas populares.

Hoje os jornais são poucos e quase sempre iguais.

É comum vermos em determinados dias fotos e manchetes idênticas estampando suas capas.

Mesmice que acompanha os conteúdos, unificados em linhas editoriais voltadas para fustigar diariamente o governo federal.

Mas evitam ultrapassar certa linha de ataques que os levaria ao ridículo.

Afinal tem uma aura de seriedade que precisa ser preservada.

Para escapar dessa encruzilhada abrem espaço para que terceiros digam o que eles gostariam de dizer.

Nos editoriais, onde se expressa a “voz do dono” surgem por vezes argumentos ponderados em defesa das instituições democráticas e de respeito aos resultados eleitorais.

É a seriedade oferecida como álibi para dar a leitores radicalizados e personagens opacos os espaços necessários para as suas diatribes contra o governo, os movimentos populares e mesmo as instituições republicanas. Leia o artigo completo.

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