Autor: Luisa Vieira

Os jornais, o ódio fabricado e a terceirização do ridículo, por Lalo Leal Filho

Houve época no Brasil em que a oferta diária de jornais passava de uma dezena. Embora a maioria estivesse alinhada com interesses conservadores, existiam alternativas. Basta lembrar a Última Hora, de Samuel Wainer, comprometida com a defesa de causas populares.

Hoje os jornais são poucos e quase sempre iguais.

É comum vermos em determinados dias fotos e manchetes idênticas estampando suas capas.

Mesmice que acompanha os conteúdos, unificados em linhas editoriais voltadas para fustigar diariamente o governo federal.

Mas evitam ultrapassar certa linha de ataques que os levaria ao ridículo.

Afinal tem uma aura de seriedade que precisa ser preservada.

Para escapar dessa encruzilhada abrem espaço para que terceiros digam o que eles gostariam de dizer.

Nos editoriais, onde se expressa a “voz do dono” surgem por vezes argumentos ponderados em defesa das instituições democráticas e de respeito aos resultados eleitorais.

É a seriedade oferecida como álibi para dar a leitores radicalizados e personagens opacos os espaços necessários para as suas diatribes contra o governo, os movimentos populares e mesmo as instituições republicanas. Leia o artigo completo.

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NPC produz cartilhas voltadas para professores do DF

Na semana passada concluímos duas cartilhas voltadas principalmente a professores de Brasília. “Racismo e discriminação no Brasil” é o nome do material encomendado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Já a outra cartilha foi solicitada pelo Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF). O objetivo é divulgar e sensibilizar para a importância das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que tornam obrigatório o ensino da história e da cultura afrobrasileira e indígena nas escolas da educação básica. O material também divulga a lei do Estatuto Racial, o Plano Nacional de Educação (PNE) e contém um capítulo repleto de dicas de livros, filmes, documentários e músicas que podem ser usados pelos docentes ao tratar dessas questões em sala de aula.

Na sexta-feira, 30 de agosto, a coordenadora do NPC, Claudia Santiago Giannotti foi a Brasília para participar do lançamento do material durante o Congresso do SINPRO-DF. Na ocasião, houve uma homenagem ao nosso coordenador, Vito Giannotti.

A produção de cartilhas, a partir da encomenda de diversas entidades do país inteiro, é um dos principais trabalhos realizados pelo NPC. Sindicatos e outras entidades que tiverem interesse podem entrar em contato conosco pelo e-mail npiratininga@piratininga.org.br, com cópia para npc.sheila@gmail.com.

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Programa Quintas Resistentes está de volta!

No dia 16 de agosto voltamos às transmissões do programa Quintas Resistentes, gravado na Livraria Antonio Gramsci -Vito Giannotti. O objetivo do programa é contar histórias de resistência do período da ditadura civil-militar brasileira. O entrevistado dessa vez foi o militante comunista Dinarco Reis Filho, membro do Comitê Central do PCB e presidente da Fundação Dinarco Reis. Ele contou sobre sua infância, a convivência com personagens marcantes de nossa história, como Carlos Marighella e Astrojildo Pereira, sua participação no período da ditadura como responsável por desmontar os aparelhos em que se escondiam militantes. Ele ainda narrou o episódio da organização do 6º Congresso do PCB, realizado em 1967 inteiramente na clandestinidade.

Clique para assistir à entrevista completa.

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