Autor: Luisa Vieira

Há diálogo entre a esquerda marxista e as lutas dos povos originários?

[Por Manuella Soares-mar./2015] Na ocasião do lançamento de seu livro Marx Selvagem, na Livraria Antonio Gramsci, o sociólogo e professor de relações internacionais da Fundação Santo André, Jean Tible, conversou com a redação do Boletim NPC, e nessa entrevista fala sobre sua tentativa de aproximar as lutas de povos originários e de seus protagonistas com a teoria marxista e a superação do modelo capitalista de organização social.

O lançamento aconteceu no último dia 19 de março e contou com a presença da professora do Instituto de Matemática da UFRJ, Tatiana Roque; da antropóloga Alana Moraes, do Museu Nacional; e dos pesquisadores Josué Medeiros, do IESP/Uerj; e Rodrigo Nunes, da PUC-Rio, que debateram com o autor e os presentes. Leia aqui.

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Giannotti defende que imprensa dos trabalhadores trate de suas conquistas, derrotas e medos

[Por Rosângela Ribeiro Gil-Senge/SP] Aos 72 anos de idade, Vito Giannotti continua com o mesmo entusiasmo pela imprensa sindical. “Sou fanático pela comunicação dos trabalhadores”, afirma o ex-metalúrgico e escritor que chegou ao Brasil, em 1968, aos 25 anos, vindo da região da Toscana, na Itália. Para ele, esse sistema de informação não deve se restringir às questões laborais, mas também “refletir a cultura, a história, os valores, os desejos, os medos, as lutas, as derrotas e as conquistas das categorias”. Em entrevista ao Engenheiro, ele chama a atenção para o papel central desse meio como forma de se contrapor à manipulação da mídia empresarial. Recentemente, lançou o livro “Comunicação dos trabalhadores e hegemonia”, pelas editoras Fundação Perseu Abramo e Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). A obra oferece dicas práticas aos sindicatos e movimentos populares que desejam construir e aprimorar seus veículos de informação para que se tornem mais atrativos. Leia a entrevista.

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“Podemos tirar, se achar melhor”: gafe da Reuters mostra abordagem da mídia tradicional

[Por Redação]

Uma gafe da agência de notícias Reuters está gerando repercussão nas redes sociais. Nesta segunda-feira (23), o veículo publicou em seu site uma entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e a suposta sugestão que o repórter fez à edição, em um primeiro momento, passou despercebida e não foi retirada do texto.

“Podemos retirar, se achar melhor”, escreveu o jornalista, entre parênteses, logo após um parágrafo que falava sobre a corrupção na Petrobras ao longo do “governo tucano”.

“Entretanto, um dos delatores de esquema, o ex-gerente de serviços da Petrobras Pedro Barusco, disse que o esquema de pagamento de propinas na Petrobras começou em 1997, durante o governo tucano (podemos tirar, se achar melhor)”, escreveu o repórter.

A gafe foi rapidamente corrigida, mas não a tempo de não ser registrada por inúmeros internautas. Eles estão a utilizando para fazer críticas à forma como a imprensa tradicional lida com o caso da Petrobras. A hashtag #ṔodemosTirarSeAcharMelhor está em segundo lugar nos “trending topics” do Twitter às 16h30, satirizando veículos como a TV Globo, que raramente ou quase nunca mencionam o nome de FHC, Aécio Neves ou mesmo do PSDB para tratar das pautas de corrupção.

Procurada, a Reuters não se posicionou sobre o caso até a publicação desta matéria.

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Movimentos de favela querem mudanças na política de segurança

Menino Eduardo, dez anos, assassinado no dia 2 de abril, sentado na porta de casa, no Complexo do Alemão. A mãe do menino e vizinhos informam que o assassino é um policial. Os policiais que participaram da operação que culminou com a morte do menino foram afastados das ruas.

“Não queremos mais lágrimas! Queremos mudança e é agora! Todos tem responsabilidade! Outra política de segurança tem que começar AGORA! As UPP uma farsa e por trás delas se esconde uma lógica perversa e racista de controle social. Blindado pelo discurso de ódio proferido pelas autoridades sociais contra os ladrões de galinha os policiais tem permissão para matar. E são todos pobres. Todos pretos ou quase pretos. O traficante que morre é o do varejo, a ponta mais fraca e pobre do esquema. O que foi feito em relação ao helicóptero com 450KG de cocaína que tinha envolvimento de alguns parlamentares? Cadê o MP? Cadê a Polícia Federal e o MPF
investigando a corrupção nas polícias e o desvio de armamentos e munições?! Que Judiciário é esse que se cala diante de tantas operações policiais totalmente ilegais e assassinas? Não queremos treta com soldadinho ou sargento, queremos mudança nas cabeças, no comando! “ Trecho da carta “DEIXEM AS FAVELAS EM PAZ! RENUNCIA BELTRAME!”, distribuída no dia 8 de abril, no Largo do Machado, no Rio de Janeiro.

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