Autor: Luisa Vieira

Projeto do fim dos autos de resistência pode ser votado ainda em dezembro

O Projeto de Lei 4471/12 prevê o fim da possibilidade de que assassinatos cometidos por policiais sejam justificados por meio de autos de resistência. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), autor da proposta, está se esforçando para que a matéria seja votada ainda em dezembro. “Consideramos o momento adequado para retomar o debate sobre o PL, em caráter de urgência, e fazer os ajustes necessários para votá-lo ainda neste ano. Até porque teremos um Congresso mais conservador no ano que vem, o que pode criar novos entraves para a tramitação do PL, já aprovado em todas as comissões da Câmara”, afirmou Teixeira. | Fonte: Desacato

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PSUV lança jornal diário, um exemplo para o PT

[Por Beto Almeida] Como parte do fortalecimento, ampliação e qualificação da imprensa-missão pública, o Partido Socialista Unificado da Venezuela (PSUV) lançou no domingo (23.11) , poucos meses após decisão aprovada em Congresso, o seu jornal de circulação diária Cuatro-F. Enquanto isto, o PT, além de não aprovar as diversas decisões de congresso com a mesta determinação, ainda discute o que fazer e há quem argumente ser obsoleta a opção por uma mídia impressa. Enquanto isto, Dilma sofre seus mais venenosos ataques por parte da mídia impressa, e o jornalismo impresso gratuito vai alcançando a escala de milhões de leitores em várias capitais.

Na Venezuela, Equador, Bolívia e Argentina há expansão do parque gráfico, a impressão de jornais e livros, em escala de milhões de exemplares, assegurando o direito dos povos à leitura. Na Venezuela o livro Contos, de Machado de Assis, teve uma tiragem de 300 mil exemplares, o que nunca obteve no Brasil, onde a tiragem padrão não supera os miseráveis 3 mil exemplares. Machado de Assis foi distribuído gratuitamente em terra de Bolívar. Dom Quixote, teve uma tiragem de 1 milhão de exemplares, quando Chávez orientou a homenagem aos 400 anos desta obra fundamental da literatura universal. A melhor homenagem a um escrito é, sem dúvida, democratizar a leitura. Não acaso, na Venezuela, uma tribo, que não possuía versão escrita de seu idioma, terá como primeiro livro publicado, neste idioma, o belíssimo Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marquez.

Obsoleto é ter, no Brasil, 50 por cento da indústria gráfica ociosa e um povo sem ler, sem conhecer sequer as obras fundamentais da literatura brasileira!

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Em Volta Redonda, ainda se combate a ditadura

Se depender do Ministério Público Federal (MPF) de Volta Redonda, cidade no interior fluminense, mais um espaço público deixará de carregar o nome de um ditador. O MPF encaminhou em outubro à prefeitura e à Câmara de Vereadores o pedido de mudança na denominação de uma das principais pontes do município, batizada em 1973 de Emílio Garrastazu Médici, um dos responsáveis pelas torturas e pela repressão política dos anos de chumbo. O procurador Júlio José Araújo Jr. sugere que um novo nome seja dado em 90 dias, por meio de discussão pública, com ampla participação da sociedade civil e baseada em normas constitucionais e legais. Se a população aprovar, sai Médici e entra dom Waldyr Calheiros de Novaes, bispo emérito da Diocese de Volta Redonda e Barra do Piraí morto em 2013. Novaes protegeu perseguidos pelo regime, segundo as informações prestadas por 103 testemunhas à Comissão da Verdade montada no município. | Fonte: Carta Capital.

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Livro recém-lançado sobre os 30 anos do MST

O MST acaba de lançar o livro MST 30 anos: retratos de gerações em luta com fotos de militantes e texto sobre o programa agrário do Movimento. Nas palavras de João Pedro Stédile, coordenador do movimento: “Darci Ribeiro nos descreveu na literatura e na antropologia; agora Giulio Di Meo, com sua arte e seu olhar, nos descreve em retratos. Na lente artística de Giulio, vocês poderão agora conhecer o MST. Quem somos, nome e rosto. Nossas expressões de luta e de alegria. Nossa experiência e nossa esperança. Algumas moram no Brasil, outras na América Latina, na Europa; temos militantes em todos os continentes. Todos atuam, lutam e se solidarizam conosco. Alguns trabalham no campo, outros em escola, universidades, centros de pesquisa, igrejas, mídia, fábricas, comércio, cozinhas e cooperativas. Nesse mundo, ninguém é estrangeiro, todos somos iguais!”

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