Autor: Luisa Vieira

Agendas NPC

As agendas do NPC de 2015 já estão sendo preparadas. Sindicatos interessados em fazer o seu material personalizado já devem entrar em contato conosco para dar início à produção. Cada entidade pode escolher um dos seguintes assuntos: “MULHERES NA HISTÓRIA”, “COMUNICAÇÃO”, “INSURREIÇÕES DOS TRABALHADORES NO BRASIL” ou “LUTAS E REVOLUÇÕES POPULARES NA AMÉRICA LATINA”. Todos os temas foram atualizados no último ano pela equipe de pesquisa do NPC. Para saber mais sobre os prazos e orçamento, basta enviar um e-mail para boletimnpc@terra.com.br.

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A Palestina reimaginada na poesia brasileira

[Por Claudio Danie – escritor brasileiro]

A cultura árabe-palestina é uma das mais antigas do Oriente Médio, destacando-se por suas realizações na arquitetura, música, dança, literatura e artes visuais. A Mesquita de Omar, com sua cúpula dourada, construída no centro histórico de Al-Quds (Jerusalém) no século VII, durante a dinastia omíada, foi reconhecida pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. A dança típica conhecida como dabke, acompanhada por alaúde (oud), tambor (tabla), pandeiro (daff) e instrumentos de sopro (mijwiz e arghul), é outro cartão-postal da Palestina. Executada em celebrações especiais, como festas de casamento, rituais de circuncisão, para comemorar o regresso de viajantes ou a libertação de prisioneiros, possui vários estilos, entre eles a As-Samir, em que os dançarinos, agrupados em duas fileiras, em paredes opostas, fazem uma competição de poesia popular, com versos improvisados, incluindo gracejos e insultos recíprocos – algo similar aos “desafios” dos nossos poetas de cordel, tradição cuja origem remonta à “tenção” dos trovadores medievais, cultores por excelência das cantigas de escárnio e de mal-dizer. A poesia também está presente nos diwáns, eventos performáticos que reúnem declamação, música e dança tradicionais, que preservam a língua, história, lendas e folclore dos povos árabes, fortalecendo sua identidade cultural. No Ocidente, a palavra diwán é conhecida desde o século XVIII graças a Johann Wolfgang von Goethe, autor do livro Diwán ocidental-oriental, obra precursora do fascínio europeu pela poesia árabe e persa, que alcançaria seu ápice na poesia de Federico Garcia Lorca, autor do Divã do Tamarit (1940), que reúne poemas que dialogam com a forma clássica da cassida. Leia o artigo completo.

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O outro Julio Cortázar

[Rosângela Ribeiro Gil – jornalista sindical de São Paulo e do NPC]

Jaime Galarza Zavala, escritor, poeta e jornalista equatoriano, escreveu um artigo para o site América Latina em Movimento, sobre o centenário do nascimento do escritor argentino Julio Cortázar, alcançado em 26 de agosto último. Segundo ele e ironicamente, nesta comemoração se vê uma copiosa chuva de flores ao argentino, falecido há 30 anos. E diz que o próprio teria sorrido amavelmente ante esse acúmulo de homenagens, seguro que, em vida, muitos desses apologistas teriam lhe virado as costas e acusado-o de ser complacente com a violação de direitos humanos por parte do que chamam de “ditadura castrista”.

Zavala fala que “esse gênio argentino da literatura mundial foi um homem que, sem militar em qualquer partido, sentiu nas profundezas do seu ser, o coração da revolução e insurgência. Assim, a seu modo, percorreu países, em protesto contra as ditaduras que assolaram a América Latina e expressando solidariedade com todos os rebeldes, os manifestantes perseguidos ou presos”.

E prossegue no ensinamento: “Assim, em janeiro de 1973, ele estava em Quito para visitar em sua cela imunda Penal Garcia Moreno Jaime Galarza escritor cuja poesia e cujos livros, em especial “A Festa do Petróleo”, suscitaram reações incendiárias contrárias aos versos. Da capital equatoriana, Cortázar viajou para a Argentina para visitar, na prisão, seu querido amigo e poeta Francisco Urondo. Tal visita não foi permitida, fazendo com que Cortázar revidasse publicamente com “Carta muita aberta para Paco Urondo”, mostrando não só o seu espírito de solidariedade, mas condenando a ditadura militar que sangrou seu país.

Posteriormente, em janeiro de 1976, Julio Cortázar se converteu num dos principais promotores do Tribunal Russell 2, reunido em Roma, a qual julgou e condenou os crimes das ditaduras dos generais Jorge Videla, na Argentina, e Augusto Pinochet, no Chile.

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Parceria entre TVT e TV Brasil produz série inédita

Para prevenir situações de violência, o Grupo de Mulheres Cidadania Feminina distribui apitos entre os moradores do bairro Córrego de Euclides, em Recife. Quando alguma mulher se sente ameaçada, seja na rua ou em casa, começa a apitar e outras seguem o exemplo. O apitaço intimida o agressor e amplia as chances de se evitar a agressão. São iniciativas como esta o foco da série + Direitos + Humanos, realização da TV Brasil, com produção com a TV dos Trabalhadores (TVT).

A série dirigida por Max Alvim e Kiko Goifman é apresentada pelo cineasta ­Jeferson De (diretor de Bróder) e pela atriz Sílvia Lourenço (de Contra Todos, Bicho de Sete Cabeças e O Cheiro do Ralo). São 13 programas, com uma hora de duração cada, que tratam sobre cidadania, diversidade e democracia a partir de experiências singulares de grupos de jovens de todas as regiões do país que atuam na defesa dos direitos humanos. Saiba mais.

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