Autor: Luisa Vieira

Por Marcelo Rubens Paiva

Amarildo tinha cinco filhos, meu pai tinha cinco filhos, Amarildo foi levado de casa, meu pai também. O corpo do Amarildo foi levado de madrugada por uma viatura militar, assim como meu pai. Meu pai não tinha nenhuma acusação contra ele e o Amarildo também não. A morte dele foi determinada por um major, assim como o meu. O Brasil continua o mesmo.

[Marcelo Rubens Paiva, escritor e filho do deputado Rubens Paiva, morto em um quartel da Polícia de Exército em janeiro de 1971 – 12ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) – 02/08/2014]

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Por Ivo Herzog

Essa não é uma conversa do passado, porque a polícia continua matando e torturando. Precisamos que haja a revisão da Lei de Anistia para acabar com o DNA de impunidade da polícia.

[Ivo Herzog, engenheiro e filho de Wladimir Herzog, morto nas dependência do DOI-CODI de São Paulo em outubro de 1975 – 12ª Feira Literária Internacional de Paraty (Flip) – 02/08/14]

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Por The Guardian

“NYT” passa a adotar termo “tortura” para descrever tortura.

[The Guardian, sobre o New York Times, que vinha substituindo a palavra por “métodos cruéis de interrogatório” – 07/08/2014]

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Por Sérgio Domingues

Me lembro da Guerra da Independência (1948), quando os jordanianos mataram centenas de moradores de Jerusalém e tivemos que nos esconder em bunkers. E da Guerra do Yom Kippur (1973), na qual seis mil israelenses morreram. Não houve ódio contra os árabes e a esquerda como agora. O ódio está num crescendo, principalmente contra a esquerda e os pacifistas. É muito preocupante. Quanto mais insegurança os israelenses sentem, mais se tornam agressivos. Essa é a minha explicação psicológica.

[A.B. Yehoshua, escritor israelense – O Globo – 18/08/2014]

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