Autor: Luisa Vieira

Presidente das Avós da Praça de Maio encontra seu neto

A presidente das Avós da Praça de Maio e grande defensora dos direitos humanos na Argentina, Estela de Carlotto, encontrou finalmente seu neto. A busca se deu por mais de 35 anos. Sua filha, Laura, deu a luz enquanto estava detida em um centro clandestino durante a ditadura militar argentina. O neto de Estela nasceu em junho de 1978, no Hospital Militar, e foi batizado como Guido, em homenagem ao avô. Laura foi assassinada pelos militares dois meses depois, e nunca mais se soube o paradeiro de seu filho. Hoje, o neto de Estela, Ignacio Hurban tem 36 anos, está casado e vive em Olavarría, na Grande Buenos Aires, onde trabalha como músico.

O jovem se apresentou voluntariamente por suspeitar de sua identidade, e testes de DNA confirmaram seu parentesco.

Cerca de 30 mil pessoas desapareceram durante a última ditadura argentina, segundo os órgãos de defesa de direitos humanos, e cerca de 500 netos foram afastados de suas famílias biológicas. Em coletiva de imprensa, Estela afirmou que as buscas irão continuar, pois ainda faltam informações sobre 400 meninos desaparecidos. | Com Informações do jornal O Globo.

consulte Mais informação

Filme “CORTE SECO”, de Renato Tapajós

“CORTE SECO”, de Renato Tapajós, recentemente lançado em São Paulo, é um longa metragem ficcional que investiga a tortura praticada pelos órgãos de repressão durante a ditadura civil-militar implantada pelo golpe de 1964. Ele conta a história de quatro militantes que lutavam contra a ditadura militar, presos e violentamente torturados pela OBAN (Operação Bandeirantes) em 1969. O filme investiga a tortura e sua aplicação como política de Estado no período ditatorial. É objetivo do filme mostrar que os torturadores não são, exatamente, “funcionários públicos”, como quer certa visão banalizadora da tortura. Para torturar, eles “se aquecem”, entrando num processo irracional que os transforma em desequilibrados. O filme conta o dia a dia da primeira semana de prisão dos militantes. Mostra que a vida na cadeia, nesse período, é a de um sobressalto permanente, muito longe do tédio associado à prisão. Mostra os presos como seres humanos, sem nada de heróicos, apenas como jovens que acreditavam em suas ideias e são obrigados a enfrentar o inferno por causa disso.

consulte Mais informação

Dieese lança publicação que discute rotatividade no trabalho

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou, no dia 5 de agosto último, com o apoio da Fundação Friedrich Ebert (FES), a publicação “Rotatividade Setorial: dados e diretrizes para a ação sindical”.

A obra é resultado de uma série de seminários promovidos com entidades sindicais de trabalhadores bancários, da construção, do ramo metalúrgico, do comércio, de alojamento e alimentação e dos químicos. Os setores estudados recebem análise individual sobre a referente rotatividade, abordando também alternativas de enfrentamento.

consulte Mais informação

A cultura e as artes no regime militar: 50 anos do golpe, dia 8/08, em SP

‘A cultura e as artes no regime militar: 50 anos do golpe’ é o tema do Debate Cedem/Unesp. O evento, promovido pelo Cedem – Centro de Documentação e Memória da Unesp, dia 8 de agosto, começa às 18h30 e será seguido de lançamento de livros dos palestrantes. A proposta é estimular o debate a partir da vasta produção acadêmica e científica existente nos âmbitos da história, das ciências sociais, literatura e artes no Brasil. Discussões que se pautam pela construção da história e de uma memória do período que compreende 1964 a 1985. Adotando uma perspectiva interdisciplinar, em que a literatura, a música, o teatro, o cinema, as artes plásticas e demais produções culturais foram decisivas na construção de uma “resistência cultural” ao regime militar. Saiba mais.

consulte Mais informação

Pin It on Pinterest