Autor: Luisa Vieira

Lalo Leal analisa cobertura da Copa pelos meios de comunicação

Em entrevista a TVT, o SOCIÓLOGO Laurindo Leal Filho analisa a cobertura da Copa pelos meios de Comunicação. Para Lalo, como é carinhosamente chamado por nós que tanto o admiramos, Mídia ataca o governo federal mas poupa as grandes empreiteiras. Para ele, as manifestações populares mostram o despertar da consciência do brasileiro para o fato de que se o Brasil sabe fazer estádios de grande qualidade também pode fazer outros serviços de boa qualidade, como hospitais e escolas. Veja aqui.

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PONTE, canal de informações sobre segurança pública, justiça e direitos humanos

Está sendo lançado o canal PONTE, de informações alternativas. A ideia surgiu da convicção de um grupo de jornalistas de que informação de qualidade sob o prisma dos direitos humanos pode ajudar na construção de um mundo mais justo. Na apresentação, a equipe afirma: “Queremos dar visibilidade a questões que passaram a ser omitidas pela mídia comercial, contar histórias que não estão no dia-a-dia, levar à sociedade informações sobre o que está silenciado e encoberto. Histórias como a de José, 17 anos, negro, preso na própria casa por um crime que não cometeu e cujas provas que atestavam sua inocência foram ignoradas pela polícia, pela promotoria e pelo tribunal”.

Para acompanhar, basta acessar.

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Jornalismo preguiçoso: Se não há carnificina, não há matéria

[Por Lawrence Charles em 17/06/2014 na edição 803 – Reproduzido do RioOnWatch.org, 11/6/2014, tradução de Sylvia Moretzsohn, com a colaboração de Vinícius Damazio; intertítulos do Observatório da Imprensa; título do BoletimNPC]

Eu estava terminando uma reportagem quando recebi um e-mail de uma agência de notícias estrangeira perguntando se algum ônibus havia sido incendiado durante a greve dos motoristas naquele dia. Eles tinham visto cenas do último protesto no Rio e procuravam algo semelhante ao dessa “violenta raiva brasileira”. Não mencionaram a situação daqueles trabalhadores de classe média, cuja remuneração é insuficiente para suprir suas necessidades básicas, e enfatizavam os incêndios porque, é claro, “é isso que dá TV”.

Embora, do meu quarto de hotel em Copacabana, não fosse possível ver nada pegando fogo, procurei algumas fontes locais para ver se havia algo com rodas sendo incendiado em algum lugar e descobri que naquela noite os manifestantes do Rio estavam sossegados.

Quando respondi à agência (chamemo-la “americana”) que não havia nada de relevante em chamas, mas que eu provavelmente poderia enviar um relato sobre o cotidiano de um daqueles motoristas em greve, os e-mails pararam. Se não há carnificina, não há matéria. Leia a matéria completa.

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Comitê Popular da Copa lança filme sobre remoções em Porto Alegre

Hoje, terça-feira, dia 24 de junho, às 18h, será lançado o filme “A Copa que o Mundo perdeu em Porto Alegre” na sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil (Rua General Canabarro, 363 Centro Histórico). O filme retrata os impactos nas comunidades populares de Porto Alegre que ficaram no caminho das obras da Copa.

O que as máquinas removem é muito mais do que casas. Imagens e depoimentos de quem é obrigado a deixar sua moradia e dos que resistem enfrentando a força de um poder econômico que, literalmente, patrola direitos humanos.

A realização do filme é do Comitê Copa Porto Alegre, Amigos da Terra Brasil e do Coletivo Catarse, com financiamento do CASA – Fundo Socioambiental. Ao final da exibição, haverá um debate com lideranças do Morro Santa Teresa, Vila Dique, Vila Icaraí I e Vila Tronco. Neste mesmo dia o vídeo será projetado às 21h nas paredes do Tutti, durante a Fan Protest.

Confira os teasers do filme e o evento de lançamento no Facebook.

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