Autor: Luisa Vieira

Sistema prisional brasileiro: crônica de chacinas anunciadas

No fim de 2013, assistimos a cenas chocantes do Presídio de Pedrinhas no Maranhão. Infelizmente, não foi um caso isolado. O sistema prisional no Brasil coleciona tragédias que ganham as manchetes dos jornais, porém seu cotidiano de violações de direitos humanos parece invisível à sociedade. Cerca de 550 mil pessoas estão presas no Brasil, em meio a superlotação, maus-tratos, doenças, rebeliões e mortes. Tal quadro é agravado pelo aumento expressivo de presos, reflexo do superencarceramento seletivo de jovens pobres e negros. Os locais de privação de liberdade do Brasil são marcados pela prática sistemática da tortura e outras formas de violência. | Por Sandra Carvalho e Isabel Lima – Justiça Global | Continue lendo.

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América Latina que defende Cuba é a NOSSA AMÉRICA

Importante entrevista de Juan Manuel Karg, da América Latina em Movimento (Alai), com Kenia Serrano, deputada cubana e presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP). “Eu não acho possível uma mudança nas relações entre os EUA e Cuba sem que o governo estadunidense mude sua política hostil contra a Revolução Cubana e os seus homens e mulheres. O bloqueio não é uma lei da Assembleia Nacional do Poder Popular, é um ato do Congresso dos EUA. Portanto, a correção deve vir do governo americano”, afirma a entrevistada. A seguir, destacamos alguns trechos do texto. | Por Rosângela Ribeiro Gil.

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Filme ‘O Lobo de Wall Street’: um chacal em pele de predador

“O Lobo de Wall Street”, de Martin Scorcese, é uma adaptação do livro de memórias de Jordan Belfort, corretor de títulos da bolsa norte-americana. Interpretado por Leonardo DiCaprio, logo no início do filme, o protagonista lista as várias drogas que ingere durante todo o dia para manter o ritmo louco do mundo da especulação financeira. Mas ele é categórico: há uma droga que é a mais terrível e poderosa de todas. A cena mostra Belfort aspirando uma carreira de pó branco. Mas não se trata de cocaína. Ele se refere ao canudo que utilizou para cheirar a droga, feito com uma nota de dinheiro enrolada. “Esta é a mais poderosa das drogas”, diz ele. E o filme todo é sobre os efeitos dessa substância que circula pelas veias de praticamente todas as sociedades do mundo atual. Que levou a vida social contemporânea a uma dependência, mais do que química, alquímica. Uma alquimia que não transforma apenas chumbo em ouro, mas converte tanto matéria, como espírito em bens monetizados. Em ativos que podem ser negociados nos mais diversos tipos de mercados em que foram transformadas as várias esferas da vida humana. | Continue lendo | Por Sérgio Domingues.

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LIVRO # ‘Lobotomia e Comunicação’

Segundo definição da medicina, “lobotomia” é a separação cirúrgica dos lóbulos frontais do cérebro. O objetivo do procedimento é fazer com que os doentes mentais, caracterizados como violentos e bestiais, se tornem mansos e quietos. Partindo da leitura e observação sobre o noticiário dos nossos “grandes” jornais, o autor analisa, neste livro, o sentido que esses veículos querem dar para determinadas informações, A PARTIR DE UMA NARRATIVA PARCIAL NA CONSTRUÇÃO DA NOTÍCIA. Um dos exemplos citados por ele é o das recentes manifestações de 2013, as chamadas Jornadas de Junho. Nesse livro, ele questiona se estaríamos sofrendo um processo coletivo de lobotomização. Ou seja: questiona se nos tornamos meros telespectadores, ouvintes e leitores sem capacidade de análise crítica dos fatos.

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FILME # ‘A Fonte das Mulheres’, no youtube

Este é um belíssimo filme sobre um grupo de mulheres que resolve lutar por seus direitos. O enredo de A fonte das mulheres se passa em uma aldeia de tradição islâmica em um país não localizado, situado entre o Norte da África e o Oriente Médio. Lá, as mulheres, que aprenderam desde novas a servir seus maridos e a obedecer as regras locais, se rebelam contra o fato de historicamente irem buscar água em um local distante e de difícil acesso. Muitas chegam a perder seus filhos, mas aprenderam a guardar o sofrimento e a dor para si. É contra esse costume que essas personagens se insubordinam, sob a liderança de Leila, uma jovem que sabe que elas só alcançarão o que querem com organização. À moda da tragédia grega Lisístrata, de Aristófanes, elas decidem fazer, então, uma greve de sexo. Com resistência, elas promovem uma verdadeira revolução cultural onde moram, aprendendo e ensinando a importância das mobilizações para transformar.

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