Autor: Luisa Vieira

Greve dos professores: imprensa diz uma coisa e mostra outra

A covarde repressão que se abateu sobre os professores municipais do Rio de Janeiro nos últimos dias é vergonhosa. Mais vergonhoso é o comportamento da grande imprensa. Com exceção do jornal “Extra”, os demais se desdobram para justificar a violência de que são vítimas os educadores. Foram cerca de 50 dias de paralisação até que o prefeito resolvesse ouvir a categoria. Eduardo Paes apresentou como resposta às reivindicações dos professores a promessa de apresentar um plano de carreira que contemplasse suas exigências. Os professores suspenderam a greve, mas o plano de carreira mostrou-se uma fraude. A proposta deixou de fora 93% da categoria, por exemplo. Só vale para os professores em regime de trabalho de 40 horas semanais, que são minoria. | Por Sérgio Domingues | Continue lendo.

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Pesquisa revela que mulheres não se identificam com padrão de beleza mostrado na TV Com informações do Instituto Patrícia Galvão

O Instituto Data Popular e o Instituto Patrícia Galvão realizaram, juntos, a pesquisa Representações das mulheres nas propagandas na TV. Segundo Renato Meirelles, diretor do Data Popular, o levantamento não apenas mostra que a sociedade não vê as mulheres da vida real nas propagandas, como também revela que homens e mulheres gostariam que isso fosse diferente. Na percepção da sociedade, as mulheres nas propagandas são majoritariamente jovens, brancas, magras e loiras, têm cabelos lisos e são de classe alta. Por outro lado, a maior parte dos entrevistados deseja que a diversidade da população feminina brasileira esteja mais representada: 51% gostariam de ver mais mulheres negras, 64% gostariam de mais mulheres de classe popular e 43% gostariam de ver mais mulheres gordas nas propagandas, por exemplo. | Continue lendo.

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Discussão sobre democracia deve estar em nossos veículos

Em um momento em que trabalhadores são duramente reprimidos pelas forças do Estado nas ruas ao reivindicar seus direitos, nada mais oportuno do que procurar discutir a democracia nos nossos meios de comunicação. Para estimular a abordagem do tema, reproduzo aqui um trecho de uma fala do escritor português José Saramago que é veiculada no documentário “Encontro com Milton Santos”, de Sílvio Tendler. A partir dela é possível pensar em como encaixar esse tema tão amplo e tão transversal e discutir, também, que tipo de sociedade queremos construir. Com a palavra, Saramago: “Tudo se discute nesse mundo. Menos uma coisa: a democracia. A democracia está aí como se fosse uma espécie de santa no altar, de quem já não se espera milagres, mas que está aí como uma referência. E não se repara que a democracia em que vivemos é uma democracia sequestrada, condicionada, amputada porque o poder do cidadão, o poder de cada um de nós limita-se, na esfera política, a tirar um governo que se não gosta e colocar outro que se talvez venha a gostar. Nada mais. As grandes decisões são tomadas numa outra esfera e todos sabemos qual é: as grande organizações financeiras internacionais, os FMIs, a Organizações Mundias do Comércio, os Banco Mundias, a OCDE, tudo isso. Nenhum desses mecanismos é democrático. Portanto, como é que podemos continuar a falar de democracia se aqueles que efetivamente governam o mundo não são eleitos democraticamente pelo povo? Quem é que escolhe os representantes dos países nessas organizações? Os respectivos povos? Não. Onde está, então, a democracia?”

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Semana da Democratização da Comunicação acontece de 13 a 20 de outubro

Comemorado no dia 18 de outubro, o Dia Mundial da Democratização da Comunicação, estabelecido pela ONU, tem sido transformado em uma semana de atividades em diversas partes do país. Este ano, a Semana da Democratização da Comunicação acontece de 13 a 20 de outubro e deve ter como principal tema o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia. O projeto foi escrito por diversas entidades e movimentos que participam da campanha “Para Expressar a Liberdade – Uma Nova Lei Para um Novo Tempo”, lançada no ano passado quando o Código Brasileiro de Telecomunicações, que orienta o serviço de comunicação, completou 50 anos. O projeto pretende regulamentar as diretrizes que já existem na Constituição Federal para o rádio e a TV. O objetivo é ampliar a diversidade de vozes, cores, sotaques e temas veiculados nestes meios de comunicação, combater o oligopólio e garantir um terço de emissoras públicas, um terço de estatais e um terço de emissoras privadas. Como o Projeto de Lei precisa de 1,3 milhão de assinaturas para ser apreciado no Congresso Nacional, as organizações que participam do Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação devem realizar atos, debates e palestras sobre o Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia e intensificar o recolhimento de assinaturas durante a semana. As faculdades de comunicação e outras organizações que entendem a importância da democratização da comunicação também estão programando debates sobre o tema para este período. No Rio de Janeiro, a Asssociação Brasileira de Imprensa realiza o II Seminário Livre de Democratização da Comunicação no dia 16/10, às 16 horas. Divulgaremos as diversas programações em nosso site.

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Vídeos denunciam violações de direito no Rio justificadas pelos megaeventos

Desde que foi anunciado que o Rio seria sede da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, uma série de comunidades vem sendo ameaçadas de remoção. Desde 2009 passaram a ser ouvidos relatos de violações de direitos. São histórias de tratores da Prefeitura chegando sem aviso para demolir comunidades inteiras, de famílias sendo ameaçadas para deixar suas casas, de vidas destruídas. A partir desses tristes relatos, uma equipe investigativa passou 18 meses mergulhada nas redes sociais para mapear, verificar, contextualizar e sistematizar as denúncias feitas em vídeos sobre remoções forçadas no Rio de Janeiro rumo aos megaeventos internacionais. O retrato que surgiu é bastante desanimador. Foram encontrados 114 vídeos, feitos pelas mais variadas fontes, comprovando gravíssimas violações de direitos em 21 comunidades cariocas, do direito à informação passando pelo direito ao devido processo legal e ainda por denúncias de violência, ameaças e intimidação por parte do poder público. A lista dos vídeos pode ser conferida na página 14 do relatório. Confira o documento completo e um vídeo preparado pela equipe reúne trechos de alguns dos depoimentos que mais impactaram os envolvidos no projeto.

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