Autor: Luisa Vieira

Manifestantes e advogados falam sobre prisões arbitrárias nos protestos dos últimos meses no Rio

[Por Marina Schneider] Em entrevista coletiva realizada na última terça, 13 de agosto, no Rio de Janeiro, advogados do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos (IDDH) ressaltaram que as prisões de manifestantes atendidos pela organização nos meses de junho e julho tiveram caráter político. Eles atenderam várias pessoas que foram presas e tiveram seus direitos violados durante os protestos. Entre estes manifestantes estavam Anderson de Oliveira Fernandes, Bruno Ferreira Teles, Caio Brasil Rocha, Jorge Luis Chaves de Jesus, Vagner Ferreira da Silva e Sandro Chrispino, que foram parar em presídios. Eles falaram sobre a experiência de perderem a liberdade de forma arbitrária. Também participou da coletiva Armando Herz de Faria, o único do grupo que não foi levado para uma prisão, mas permaneceu detido por algumas horas na 5ª Delegacia de Polícia. A estimativa é de que 400 pessoas tenham sido detidas durante as manifestações no Rio de Janeiro. Continue lendo.

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Instituto de Defesa dos Direitos Humanos explica porque é a favor da desmilitarização da PM

Uma das reivindicações que tem aparecido com frequência nas recentes manifestações populares ocorridas no Brasil é a desmilitarização da polícia. Para o advogado Thiago Melo, do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (IDDH), a polícia não atende aos interesses públicos. “A polícia está subordinada ao poder político e a uma lógica de Estado que lança mão de expedientes pouco democráticos para a gestão de conflitos sociais, seja no campo, seja na cidade”, afirma.

Nessa entrevista, Tiago Melo faz um histórico da atuação da polícia no Brasil e explica por que o IDDH defende a desmilitarização. “O Estado brasileiro ao optar por um modelo militar obedece a determinação das elites de manter uma ordem social muito injusta. Modificar essa estrutura é urgente. Confira a entrevista Completa.

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Estudo analisa uso das novas mídias por movimentos sociais e jovens de periferia

Em junho deste ano, o Ibase lançou a publicação Comunicação e Juventudes em Movimento: Novas tecnologias, territórios e desigualdades. A pesquisa mostra como os jovens de camadas populares têm usado a internet para ampliar suas vozes, como as redes sociais, sites e blogs, além de articular redes de pessoas e movimentos. Outras iniciativas interessantes no campo da comunicação são o uso de fotografias, vídeos, fanzines e montagens. A pesquisa apresenta três estudos de caso: o primeiro sobre o uso das novas tecnologias por jovens que trabalham com cultura na Baixada Fluminense e o segundo por mulheres envolvidas em movimentos sociais feministas. Por último, de que forma jovens moradores de favelas do Rio vêm fazendo uso dessas tecnologias para tornar visível sua identidade, denunciando problemas sociais e reivindicando melhores condições de vida. Para ler, basta clicar aqui.

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Sinpro-MG produz programas de TV Extra-Classe

Uma das iniciativas da área de comunicação do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG) é o programa semanal de TV Extra-Classe. Ele é transmitido todos os domingos, das 8h50 às 9h15, em TV aberta, pelo canal Band-MG. São vários os assuntos abordados. Além de temas relacionados à educação, também são debatidos conflitos socioambientais, manifestações populares, juventude e política, PEC das Domésticas, luta pela terra, o futuro da Venezuela etc. A democratização das comunicações também não fica de fora. Em um dos programas mais recentes, exibido em junho, foi apresentado o Projeto de Lei Para Expressar a Liberdade: nova lei para um novo tempo. Como informa o programa, o objetivo da iniciativa é mudar o cenário de concentração nas mãos de poucos grupos econômicos e ausência de diversidade. Entre para conferir todos os programas.

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