Autor: Luisa Vieira

Marielle Franco: sempre presente

Em 2011, o Núcleo Piratininga de Comunicação inaugurou a Livraria Antonio Gramsci, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro. Nessa semana tão intensa para todos nós, enquanto organizávamos algumas coisas no NPC, encontramos a lista dos companheiros que estiveram conosco nesse dia tão especial. E lá estava o nome dela: Marielle Franco, uma grande companheira. Marielle, presente! Foto: Barbara Dias – Coletivo Fotoguerrilha.

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Livraria do NPC “Antonio Gramsci” indica livros sobre golpe e ditadura

No dia de hoje, 1 de abril, completam-se 60 anos do golpe militar de 1964, que instaurou uma ditadura que durante 21 anos condenou ao silêncio, ao exílio, à tortura, à morte e ao desaparecimento diversos artistas professores, estudantes, sindicalistas, operários e camponeses. Na Livraria do NPC “Antonio Gramsci”, você encontra diversos livros com temas relacionados ao golpe e ao período da ditadura. Seguir conhecendo, estudando e debatendo essa parte da nossa história é fundamental para que nunca mais aconteça. Acesse nosso site e confira: https://livrariagramsci.com.br/.

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Por Silvio Almeida

Os assassinos, esses facínoras, esses canalhas que foram presos ontem, eles subestimaram a força do povo brasileiro e é por isso que nós estamos aqui hoje. Eles acharam que estavam matando mais uma mulher negra, mais uma trabalhadora, mais uma vereadora. E geralmente o Estado brasileiro não dá conta de pessoas que morrem e têm essas características. Só que eles erraram redondamente e se enganaram. Eles subestimaram a nossa força e a nossa capacidade de organização. Olha o que eles fizeram: eles nos deram a oportunidade de discutir um novo projeto para o Estado brasileiro e para a sociedade brasileira. Nós precisamos pensar uma política de segurança pública que enfrente com firmeza esses criminosos que fizeram o que fizeram com Marielle. Nós precisamos enfrentar com firmeza os milicianos, os grileiros de terra. Só que essa política de segurança pública vai nos exigir ter controle do território brasileiro. E isso significa o seguinte: fazer reforma agrária, reforma urbana, demarcação de terra indígena e titulação de terra quilombola. E tomar controle do território significa levar cidadania e política pública exatamente para que as milícias não o façam. Marielle Franco agora virou um símbolo nacional. Virou uma prova da nossa força e da nossa capacidade de nos reorganizar e resistir às barbáries que esse país nos perpetra. Eles pensaram que estavam retirando Marielle da vida, retirando Anderson da vida, e sabe o que eles fizeram? Eles fizeram tudo que não querem fazer quando se trata de gente como nós. Eles nos colocaram na história. Viva Marielle Franco! Viva Anderson Gomes! [Silvio Almeida, ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, em pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados durante homenagem à Marielle e Anderson no dia 27.3.24]

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