Autor: npc

Deivison Fiúza: "Uma das minhas grandes críticas aos movimentos sociais é não modernizarem a sua comunicação"

[Por Gabriela Moncau e Sheila Jacob] No dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado de Sergipe (Sintese) promoveu o lançamento do filme Carregadoras de Sonhos. O longa foca na vida de quatro professoras sergipanas, que precisam enfrentar grandes dificuldades em seu dia-a-dia para conseguirem exercer a sua profissão. O filme foi dirigido por Deivison Fiuza, jornalista baiano de 30 anos que estreou na área do cinema com o documentário Casa de Anjo. Em entrevista antes da exibição, Fiuza explicou como foi o processo de filmagem, desde a escolha das protagonistas até o momento das gravações, e expôs a constante preocupação em melhorar a linguagem da esquerda. “Eu acho que os movimentos sociais falam muito para si. A gente precisa se comunicar com a sociedade, e essa sociedade não tem contato com as idéias da esquerda pela forma como elas são transmitidas. O que a gente precisa é renovar a linguagem”, afirmou Fiuza.
Confira a entrevista.

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Olimpíadas para todos, sem remoção! – A mais recente luta da comunidade Vila Autódromo

[Por A.M.V.A. e NTH/RJ] “Olimpíadas para todos, sem remoção!”; “Apesar das ameaças, desejamos sucesso para as Olimpíadas”; “Esporte é vida, não estresse. Políticas Públicas já!”; “Veneza carioca para os ricos e despejo para os pobres”. As faixas colocadas em um pequeno campo de futebol, transformado provisoriamente em local para assembléias entre os moradores, movimentos sociais e representantes de diversas entidades, expressam o repúdio da comunidade Vila Autódromo ao projeto de remoção de centenas de famílias pobres para a construção no local de equipamentos para os jogos olímpicos de 2016.

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Mulher e mídia – No Dia Internacional da Mulher, uma análise da cobertura da mídia

[Por Leandro Uchoas] Já estou careca de saber que é incrível quando elas passam. Não precisa ninguém vir me dizer. O coração fica pequenininho, as pernas bambeiam. Quando elas passam pela gente com aquele jeitinho de anjo, aquele rebolado sutil, aquela maneira doce de falar, fica parecendo que a gente vai ter um troço. As mulheres são mesmo incríveis, isso já não é mais segredo pra ninguém. Mas, de uma vez por todas, uma coisa precisa ficar clara. Se você leu isso e imaginou aquela modelo da propaganda de sabonete, a bela atriz da novela das oito, ou mesmo uma popozuda qualquer do funk comercial, fique atento: essa não é uma mulher normal. Isso nada mais é do que uma reciclagem da escravização da mulher. [4.03.10]

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Soninho, do Ippur/UFRJ, fala sobre a falta de política habitacional, e defende a luta por moradia

[Por Marianna Araujo e Marília Gonçalves/ Observatório de Favelas] No dia 22 de março terá início o Fórum Urbano Mundial, organizado pela Agência Habitat da Organização das Nações Unidas (ONU). Por conta deste e dos demais eventos que ocorrem neste mês no Rio de Janeiro, com foco na questão da desigualdade urbana e habitação popular, o Observatório Notícias & Análises preparou uma série de seis entrevistas com estudiosos e militantes ligados a essas questões. O primeiro é Guilherme Soninho, do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur/UFRJ), e organizador do Fórum Social Urbano, evento que acontece em paralelo ao FUM. Para ele, os espaços de debate são importantes, mas a transformação da cidade depende da luta e organização dos moradores dos espaços populares.

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