A organização Avós da Praça de Maio identificou mais uma filha de desaparecidos políticos na Argentina. A menina foi roubada por agentes da ditadura, que durou no país de 1976 a 1983. Segundo a presidente Cristina Kirchner, passou para 97 o número de netos seqüestrados que recuperaram sua verdadeira identidade.   

A presidente fez o anúncio na Escola de Mecânica da Armada (ESMA). O local foi o maior centro clandestino de detenção da ditadura, e lá funcionou uma maternidade clandestina. Por ali passaram cerca de 5.000 pessoas, das quais aproximadamente cem sobreviveram.


De acordo com Estela de Carlotto, presidente das Avós da Praça de Maio, a neta que foi recuperada é hoje uma mulher de 32 anos. A identificação ocorreu graças a “uma investigação iniciada em 2008 pela justiça depois de uma demanda nossa”. 
 

Centenas de mulheres grávidas, seqüestradas e presas durante os anos da ditadura deram à luz em maternidades clandestinas como a da ESMA. Seus bebês eram entregues a repressores e seus cúmplices. As Avós da Praça de Maio estimam que 500 bebês nasceram em cativeiro.  

[Com informações da Revista Fórum]