Elmo

Faleceu na quarta-feira, 30 de junho, o geólogo Elmo da Silva Amador, ex-professor e ex-diretor do Instituto de Geociências (Igeo/UFRJ). Ele teve forte atuação social na defesa do meio-ambiente, principalmente em relação à revitalização da Baía de Guanabara. Seu livro Baía de Guanabara e ecossistemas periféricos: homem e natureza, de 1997, é uma referência obrigatória para quem estuda ou se preocupa com a Baía. Elmo defendia a interdisciplinaridade nos estudos de riscos naturais e poluição ambiental, e foi um dos idealizadores do Seminário Nacional Universidade e Meio Ambiente. Foi fundador da Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (Apedema) e do movimento Baía Viva. Na década de 1970, teve atuação determinante na luta pela criação da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim. Esteve também no movimento docente, e foi presidente da Adufrj (Seção Sindical dos Docentes da UFRJ).
Para o professor de geologia da UFMT, José Domingues Filho, essa foi uma perda irreparável, porque Amador, além de lutador social, foi importante por lutas pela aproximação dos movimentos sociais à universidade, num momento em que essa relação era ainda mais distante do que é hoje em dia. “Elmo defendia que a universidade brasileira deveria defender os interesses da população brasileira em geral, e não dos grandes empreendedores”, analisa Domingues.