Categoria: Artigo

O ditador (preferido) da Globo

[Por Rosângela Ribeiro Gil, jornalista e integrante do NPC, em 08/01/2026, no site “A Terra é Redonda”] – Em tempos obscuros como os atuais, precisamos redobrar a atenção sobre o que vemos, ouvimos e lemos; e que pretensamente nos dizem ser a verdade dos fatos.

A hegemonia política das classes dominantes, conforme formulação de Gramsci, não se sustenta apenas pelo uso da força, mas pelo convencimento ao disseminar valores, ideias e narrativas. Este último aparato encontra forte sustentação no poderio comunicacional monopolizado por grandes grupos econômicos. Nada é por acaso, nenhuma palavra é usada num discurso jornalístico sem medidas e desmedidas ideológicas. É o que se percebe, cotidianamente, na circulação massiva, por exemplo, no “jornalismo profissional” do Grupo Globo, mais especificamente da TV Globo (e adjacências, como a GloboNews). | Continue lendo.

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Direita conta com a ajuda de Meta e Google para fortalecer sua comunicação

[Helena Martins | Brasil de Fato – 20.05.2025] Nos últimos meses, o alinhamento das grandes corporações tecnológicas, as chamadas big techs, à extrema direita restou explícito. O apoio do X a Donald Trump e à extrema direita alemã e mudanças nas diretrizes de moderação de conteúdos e de políticas para diversidade na Meta são exemplos disso. Agora, Meta e Google aparecem como parceiras do Partido Liberal (PL) brasileiro, do ex-presidente e hoje inelegível Jair Bolsonaro, na realização do 2º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal. A ser realizado em maio, o seminário busca, conforme divulgação oficial, reunir “profissionais, big techs e estrategistas para mais uma edição dedicada ao fortalecimento da comunicação política de direita”. A ideia é alinhar diretrizes para uma atuação “mais integrada, estratégica e eficiente nas redes, na imprensa e nos territórios”. | Continue lendo.

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A batalha das ideias pós 1990

[Por Claudia Santiago] O que mudou na batalha das ideias, então, se os explorados sempre estiveram em desvantagem na disputa de hegemonia? Para não irmos tão longe, vamos conversar sobre os últimos 30 anos. Como dito anteriormente, as mudanças tecnológicas ocorridas não afetaram apenas o modo como as pessoas se comunicam. Elas se deram também na forma como as pessoas trabalham. Na década de 1990 do século passado, período da explosão da Internet, o movimento sindical debatia Toyotismo, automação, e, principalmente, o neoliberalismo, que vinha varrendo os direitos conquistados nos séculos XIX e XX pela classe trabalhadora, e apagando os resquícios do Estado de bem-estar social que prevalecera em boa parte do mundo no pós-guerra. | Leia o artigo completa.

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A toca do coelho das plataformas digitais

[Por Ricardo Antunes, no Blog da Boitempo] Há algumas décadas, o capitalismo, sob condução financeira, vem se desenvolvendo de forma que a produtividade do capital se valorize sempre em seu ponto de ápice. Ao proceder desse modo, as corporações globais ampliam seus lucros e exasperam a competitividade entre elas, introduzindo cada vez mais um maquinário informacional-digital altamente avançado, capaz de potencializar exponencialmente a utilização da força de trabalho. Para as grandes corporações, a ampliação e intensificação dos tempos de trabalho geradores de lucro e de mais-valor tornaram-se ainda mais vitais frente à intensa competição que travam entre si para ampliar seu domínio no mercado, tanto na indústria, agricultura e serviços, como em suas interconexões conhecidas (agroindústria, serviços industriais e indústria de serviços) e presentes nas novas cadeias produtivas de valor. | Leia o artigo completo. 

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É tudo deles – sobre a propaganda da “Alternativa para a Alemanha” (AfD)

[Por Bruna Della Torre | Blog da Boitempo] No dia 9 de junho, a Alemanha elegeu 96 das 720 cadeiras para o Parlamento Europeu. 46,6% dos votos foram para a direita, sendo 30% para a União Democrata-Cristã (coligação entre CDU e CSU) e 15,9% para a Alternativa para a Alemanha (AfD). Este tornou-se, assim, o segundo partido mais importante da Alemanha no âmbito europeu. […] A grande vitória nas eleições de domingo, segundo a interpretação que circula na grande mídia, explica-se, principalmente, pela rejeição ao governo da Coalizão Semáforo. E, de fato, o governo da Coalizão tem sido uma decepção da esquerda à direita. Mas a mera rejeição de um lado não explica a migração dos votos para a extrema-direita. Parece-me que, para explicar essa guinada, é preciso combinar a análise de conjuntura com uma análise da propaganda da AfD, que tem sido muito eficaz em mobilizar a insatisfação e o desejo de mudança que orienta atualmente a política nacional. | Leia o artigo completo.

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Europa: o Partido da Guerra perdeu

[Por Antonio Martins – Outras Palavras] Ao dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições antecipadas no domingo (9/6), logo depois de sofrer derrota política avassaladora, o presidente da França, Emmanuel Macron, deu o tom das manchetes e análises sobre o resultado da disputa pelo Parlamento Europeu. A extrema direita teria obtido, em todo o velho continente, uma grande vitória. O resultado estaria fazendo tremer as instituições. Somado à alta probabilidade de triunfo de Donald Trump nos EUA, em novembro, ele pressagiaria o pior. Esta análise oculta mais do que revela. O avanço da ultradireita é real. Mas sua causa maior não é uma onda súbita e incompreensível de conservadorismo do eleitorado. Como nos anos 1920 e 30, o avanço do “neo”fascismo deve-se ao fiasco desastroso dos governos que adotaram, nos últimos anos, políticas ultraliberais. Destacam-se os da França e Alemanha, eixo permanente da União Europeia. Ao embarcarem de armas e bagagens na guerra dos EUA contra a Rússia, eles debilitaram suas economias, agravaram a crise social e ampliaram o descrédito na democracia. O retrocesso, portanto, não é um destino, mas o resultado de políticas reversíveis. | Leia o artigo completo.

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A fábrica de mentiras sobre a tragédia no RS é estratégia da extrema direita

[Por Marcelo Menna Barreto – Foto: Ricardo Stuckert/PR] Imagens de outras catástrofes ao redor do mundo, informações falsas ou imprecisas, declarações que nunca ocorreram ou publicadas fora de contexto, fotos e vídeos falsificados, disputas de versões. A criação industrial de mentiras disseminadas em grupos de WhatsApp, Telegram e redes sociais sobre as enchentes que vitimam a população do Rio Grande do Sul segue uma lógica de guerra híbrida. O objetivo é confundir e influenciar a sociedade desacreditando peritos, cientistas, ecologistas, jornalistas, instituições democráticas e até mesmo militares que atuam nos regates. Ao se retroalimentar esta rede cria um ambiente propício a teorias conspiratórias, ideários fascistas e negacionismo climático. Especialistas denunciam o que chamam de “enxame de desinformações” como movimento coordenado que utiliza métodos como “tentativa e erro” para criar clima de caos. | Continue lendo.

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Ricardo Antunes analisa o inferno da precarização

[Por Ricardo Antunes, no Dicionário Marielle Franco] Nos últimos anos, diante de uma crise internacional do trabalho e do capital, a classe trabalhadora brasileira sofreu graves retaliações, como parte do processo de desindustrialização e da diminuição das garantias de direitos sociais sob a racionalidade neoliberal. Este impacto vem trazendo graves consequências, como o aumento da precarização das relações de trabalho, razão pela qual a população brasileira vem sofrendo com a informalidade, a uberização e a retirada de direitos trabalhistas. Para piorar este quadro, passamos pelos duros anos da pandemia da covid-19, o que fez com que as relações de trabalho ficassem ainda mais precarizadas. Além do aumento da fome, tivemos ainda o aumento do desemprego, o que levou muitos trabalhadores à informalidade chegando a marca de quase 39 milhões de brasileiros no mercado informal apenas em 2023, com dados revelados pelo IBGE. Sabemos que tal crise, relacionada aos direitos trabalhistas aqui no Brasil, não se inicia hoje. | Leia o artigo completo.

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