Autor: Luisa Vieira

NPC lamenta partida de Noca da Portela

Faleceu no dia 17 de maio, aos 93 anos, Osvaldo Alves Pereira, o grande Noca da Portela. Mineiro de Leopoldina e criado no Rio de Janeiro, construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo compromisso com a música e a vida pública. Ao longo de sua trajetória, exerceu diversas funções: foi feirante, compositor, cantor, instrumentista, radialista, dirigente cultural, militante político e secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
Iniciou sua caminhada no samba ainda adolescente, compondo para escolas tradicionais do Rio, e participou da fundação da Paraíso do Tuiuti. Na década de 1960, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola, tornando-se um dos maiores baluartes da agremiação.
Além da música, Noca teve forte participação política: militou no Partido Comunista Brasileiro (PCB) e compôs sambas e jingles de cunho social e democrático. Deixa um legado de resistência cultural, memória e amor à música brasileira. Exemplo vivo de que o samba é compromisso com o povo marginalizado e trabalhador.
Recomendamos a entrevista realizada no dia 4 de junho de 2020 no programa Quintas Resistentes, do NPC. Na ocasião, havia acabado de ser lançada uma biografia sobre Noca.
Noca da Portela, presente!
| Veja a entrevista!

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Sobre violência contra as mulheres, envelhecimento do eleitorado e o alerta político sobre o afastamento das bases populares 

[Por Esquina Democrática] As três publicações a seguir revelam um país atravessado por movimentos que se cruzam: a violência que atinge mulheres — sobretudo mães —, o envelhecimento do eleitorado e o alerta político sobre o afastamento das bases populares. Reportagem da Pública mostra que 74% das mulheres vítimas de violência no Brasil têm filhos. Não é apenas um dado: é a evidência de que a violência doméstica ultrapassa a vítima direta e atinge famílias inteiras, perpetuando ciclos de vulnerabilidade. No campo político, duas décadas após “A Mosca Azul”, Frei Betto volta ao debate com um alerta duro: o abandono progressivo da formação política e da educação popular afastou a esquerda das periferias. O resultado é um vazio ocupado por outras forças — e um risco real no cenário eleitoral. Ao mesmo tempo, o crescimento do eleitorado idoso impõe outra contradição. Nunca esse grupo teve tanto peso nas urnas, mas segue sem políticas estruturadas que garantam proteção, dignidade e qualidade de vida. Três temas, um mesmo eixo: o distanciamento entre política e realidade social. Entre quem decide e quem vive as consequências. | Leia as três matérias nos links a seguir.

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MTST divulga manual sobre como agir nas redes sociais

[Por MTST Brasil] É urgente que a gente entenda as redes sociais como território de luta e disputa e precisamos estar prontos pra nos organizar por lá também. Por isso, pensando nas eleições deste ano, vamos começar a compartilhar materiais que possam nos guiar nesse lugar. A ideia é trazer discussões e propor mobilização e ação digital! Algumas dicas de como utilizar as redes sem ajudar a viralizar a extrema-direita: 1) Por mais que a postagem seja absurda, não comente, não compartilhe, não rebata no perfil de quem postou! 2) No lugar disso, você pode printar sem arroba/nome de quem postou; denunciar quando for discurso de ódio; levar o debate pro nosso espaço; 3) Fortaleça também o nosso lado! Nas postagens de esquerda, curta, compartilhe e comente com mais de três palavras. 4) Para fortalecer ainda mais o nosso lado, assista aos vídeos até o final, envie para seus amigos e salve o post. | Confira essa e outras orientações em @mtstbrasil.

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Padre Josimo: 40 anos depois segue sendo assassinado todo dia. E segue ressuscitando

[Por Marcos Antonio Corbari / Instituto Cultural Padre Josimo e Movimento dos Pequenos Agricultores] Completados quarenta anos da execução de Josimo Morais Tavares, o padre negro das sandálias surradas. A mão do pistoleiro, armada pelo capital, segue apertando o gatilho todos os dias, alvejando pelas costas, e o sangue de Josimo continua escorrendo pelos caminhos da terra brasileira. Foi assassinado em 10 de maio de 1986, no corredor da Mitra Diocesana de Imperatriz, no Maranhão. Tombou porque ousou dizer aos pobres que eles tinham direito à terra, à dignidade e à vida. Tombou porque enfrentou a aliança histórica entre latifúndio, pistolagem, dinheiro e poder político. Tombou porque acreditava que o Evangelho não podia permanecer neutro diante da violência. | Continue lendo. 

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