Termina, nesta sexta-feira, o Encontro Nacional da Juventude do Campo e da Cidade, na Universidade Federal Fluminense, em Niterói. O encontro começou na segunda-feira dia 11 e durante cinco dias, a universidade abrigou mais de mil jovens vindos de 20 estados do Brasil e de 23 organizações. No campus do Gragoatá, uma enorme tenda branca com um palco, muitas cadeiras e faixas de diversos movimentos sociais dão a idéia de um evento grandioso e extremamente politizado.  

“Essa tenda tem história”, comenta Mardônio Barros, do MST. A grande lona branca é usada pelo MST em muitas atividades, inclusive, na Marcha a Brasília. “Veja as marcas de terra no teto”, aponta.  

Na programação do encontro, os painéis: “Capitalismo na atualidade” e “Análise e Interpretação dos dados sobre juventude”, depois, discussões em grupos. O debate é feito também em nove espaços temáticos: juventude do campo, gênero e sexualidade, saúde, trabalho e renda, educação, esporte, violência, lutas e resistências na América Latina, questões raciais e étnicas.  

Ainda estão incluídas na programação momentos de organização e planejamento dos movimentos presentes e atividades culturais. Durante as atividades, estão sendo feitas homenagens a lutadores e lutadoras. Na terça-feira, os jovens homenagearam Olga Benário. Anita Prestes, filha de Olga com Luiz Carlos Prestes, estava presente.  

O Encontro se encerrou na sexta-feira, dia 15, com um ato na candelária, centro do Rio.