O jornal O Estado de São Paulo de domingo, 29 de novembro, acusou: “UNE é suspeita de fraudar convênios”. Na página de abertura do caderno, o jornal julga: “a UNE fraudou convênios, forjou orçamentos”. Categoriza a entidade de “aliados do governo” e afirma: “a organização estudantil toma dinheiro público, mas não diz nem quanto gastou nem como gastou”.
Como escreveu o presidente da UNE, Augusto Chagas, a afirmação de que a UNE é suspeita não partiu de nenhum órgão de polícia ou de controle de contas públicas. A afirmação é de autoria e responsabilidade do próprio Estadão. Chagas diz que a UNE não chegou a contratar as empresas; apenas fez orçamentos, ao contrário do que a matéria faz crer.
“A hipocrisia da sua linha editorial (do Estadão) precisa ser repudiada. Não apenas como esforço de defender a UNE das calúnias, mas para desmascarar os seus reais objetivos. O principal deles é a desqualificação e criminalização dos movimentos sociais. O MST enfrenta um destes momentos de ataque, seja através da CPI recriada no Congresso pelos ruralistas, seja através da sistemática campanha que procura taxá-lo como ‘criminoso’ para a opinião pública. As Centrais Sindicais sofrem a coerção econômica do patronato, e a injúria de parte da grande mídia”, diz Chagas.
[Fonte: Brasil de Fato]