Durante os longos 20 anos da Ditadura Militar implantada em 1996, o artista gráfico e jornalista Elifas Andreato fez do lápis, da caneta e do pincel as armas com as quais lutaria. Boa parte das suas obras criadas nesse período estão em exposição na mostra As cores da Resistência, que fica em exposição no Memorial da Resistência de São Paulo até o dia 24 de outubro. São cerca de 100 trabalhos, que também documentam outras fases da vida do país nos últimos 45 anos. A exposição traz registros da época, trabalhos que eram possíveis diante da censura e de toda a opressão da época. Elifas colaborou com uma série de publicações da Imprensa Alternativa no período dos anos de chumbo, como os jornais Movimento e Opinião, além de ter criado cenários, cartazes de peça e a capa d’O Livro Negro da Ditadura Militar.
Em entrevista ao Brasil de Fato, o artista diz que não considera que a censura tenha acabado. Para ele, “ela apenas se transformou e hoje é exercida pela mídia e pelo poder econômico”. Confira a entrevista completa.