Uma pérola a mais foi lançada no dia 11 de novembro na coroa da elite que orna o ódio pelo PT. Dessa vez em cadeia estadual através da TV e Rádio Cultura do Pará, por volta do meio dia, num programa apresentado pelo presidente da FULTELPA, que dirige as emissoras ligadas ao governo do Estado, governado por Simão Jatene (PSDB). O dono do petardo é o filho do ex-governador do Pará, o médico Almir Gabriel, o cantor e compositor Almirzinho Gabriel. O programa é transmitido para todo o Pará através de uma cadeia de rádio e TV.
O filho do autor da principal obra de reforma agrária realizada pelo PSDB, o Massacre de Eldorado, que ano que vem completa a primeira década de impunidade, com todos os envolvidos em liberdade, lançou a seguinte frase no ar: “ ..tá na hora de mandar essa raça toda para o inferno. Sugiro que eles possam ficar em nossa cadeia aqui fazendo bolas de futebol. Quero ver o Zé Dirceu fazendo bola e comendo tapioquinha (iguaria regional produzida a partir da goma da mandioca).
Vale lembrar que em tese a TV Cultura cabe o caráter de educativa, semeadora de debates, respeito à diferença. Pior do que a infeliz frase do dito compositor foi o endosso do presidente da emissora e apresentador do programa, que vai ao ar às sextas-feiras, o Cultura In Concert, o senhor Ney Messias Jr, ao afirmar que adoraria jogar uma pelada com o bola feita pelo ainda deputado José Dirceu. O mesmo diretor da FUNTELPA é o dono da voz das propagandas do governo estadual. Há algo de anti-ético nisso?
O convênio entre a FUTELPA e a TV Liberal, onde a fundação é obrigada a pagar à emissora privada a retransmissão da programação da mesma é denunciada há anos pelo editor do Jornal Pessoal, o jornalista Lúcio Flávio Pinto. É possível acreditar em alguma medida punitiva do uso de emissora direcionada para educação na pregação do ódio à diferença? Será que terá uma canto na cela do presídio que sugere o compositor para os militantes do PT, para os responsáveis pelo Massacre de Eldorado?
(Por Rogério Almeida)