
O jornal A Verdade indicou, em sua edição de julho, o novo filme de Michael Moore chamado Capitalismo: uma história de amor. Segundo o cineasta, essa é uma história de crime, mas também é uma história de guerra sobre a luta de classes. O diretor de Tiros em Columbine e Fahrenheit 11 de setembro denuncia dessa vez os efeitos da crise econômica que começou em 2008 e que, ao contrário do que se diz, arrasta-se até os nossos dias. Várias são as denúncias feitas ao longo do filme, mostrando os milhões de novos desempregados, famintos e desabrigados no mundo. “O capitalismo é um mal. Não se pode regular o mal. Temos que eliminá-lo e construir algo que seja bom para todos!”, nos diz Moore.
Mas não é só de tristezas que fala o longa: ele também mostra a esperança renascida com a eleição de Obama, e mostra a resistência do povo estadunidense a todos esses absurdos: os operários ocupam fábricas, a juventude protesta, trabalhadores fazem greves, donas de casa se solidarizam com grevistas, deputados denunciam os crimes cometidos no Congresso e a falsa democracia no capitalismo. E é ao som da Internacional, no ritmo de jazz, que a lente de Michael Moore nos mostra esse pólo de resistência no coração do sistema. São cenas comoventes, que geram alguns risos e lançam pedras no capitalismo e nos responsáveis pelo sofrimento do povo.
Leia a matéria de Iuri Pires Rodrigues (PE) publicada na página do jornal A Verdade.