Como nos anos anteriores Veja manteve a tradição de esconder o FSM em suas capas. Nas outras edições, sempre colocou matérias sobre aspectos marginais, como a torta na cara do então deputado José Genoíno ou as barraquinhas vendendo cachaça com a imagem estampada de Che Guevara. Desta vez, havia uma novidade: a realização do Fórum era na terra de Chávez, seu atual inimigo número 1. (Vide edição da semana do golpe da direita em 2002 contra Chávez). Neste ano não teve matéria nenhuma. O assunto foi tratado através de um colunista. Vejam que beleza de opinião sobre nosotros:

“Esse fórum é uma romaria de jovens (e de madurões infantilizados) em busca de um sentido para a sua agenda política”. No final se contradiz ao dizer que os participantes do FSM sabem bem o sentido da sua agenda política que, segundo o colunista, seriam o combate à economia de mercado e à democracia. Agora, uma das afirmações do jornalista nos agrada. Ele diz: “Não são inofensivos”. Nisso, pelo menos, ele tem razão. Não somos mesmo! E nem são inofensivos os milhões de jornais e boletins que produzimos diariamente em todo o país, através da imprensa sindical e popular e da imprensa alternativa de jornais e revistas como Caros Amigos, Brasil de Fato, Reportagem e outras.

Essas e outras reforçam todos os dias a necessidade de os trabalhadores terem a sua própria imprensa. Como disse, há alguns anos, o então assessor de imprensa do Sindicato dos Químicos de São Paulo e hoje professor da USP, Valdeci Verdelho: “Uma imprensa que comunica o que lhes diz respeito e o que é de interesse de sua classe”.

Por isso, caros amigos, cuidemos bem de nossas publicações!

(Por Claudia Santiago)

Para se informar sobre o FSM, visite: www.agenciacartamaior.com.br