O dia internacional da mulher passou mais uma vez e uma reivindicação importante para algumas mulheres não é tratada com seriedade pelos grandes meios de comunicação. A polêmica só é alimentada quando não dá para ignorar o ministro da saúde, que insiste em tocar no assunto. A descriminalização do aborto não é colocada na maioria das reportagens como uma questão de saúde pública, não se vê nos meios debates sobre o tema e uma tentativa de deixar a população esclarecida sobre o assunto.
“As pesquisas indicam: em nível mundial, cerca de 150 mil mulheres morrem anualmente por prática de abortos clandestinos, incompletos. No Brasil, a média de morte materna é de 156 mulheres para cada cem mil nascimentos. Cerca de 60% dos leitos de ginecologia no Brasil são ocupados por mulheres com sequelas de aborto”, afirma trecho do artigo Aborto: uma realidade, de Regina Soares Jurckewicz, publicado na página eletrônica do movimento Católicas por Direito a Decidir.
O artigo é de 1996, o que por si só já mostra que o tema é discutido há mais tempo do que imaginamos e sempre fora dos grandes meios de comunicação. Os dados geralmente apresentados lidam ainda com um grande problema: a falta de clareza devido à clandestinidade a que mulheres estão submetidas por conta da criminalização do aborto.
“Um estudo da Organização Mundial de Saúde revela que cerca de 45 milhões de abortos são realizados anualmente. E desses, 20 milhões são realizados em condições inseguras e ilegais, causando a morte de mais de 70 mil mulheres por ano. É nos países do terceiro mundo que se dão 50% dos abortos realizados no mundo. As mulheres com condições sociais e econômicas boas, procuram as clínicas particulares, as mulheres pobres recorrem às aborteiras, chás, agulhas de crochê, etc.”, continua o artigo. Para conhecer a página do movimento acesse www.catolicasonline.org.br .