20 de novembro. Dia Nacional da Consciência Negra
No dia 30 de outubro, o Projeto Domingo é Dia de Cinema promove a última exibição do ano de 2005. O projeto retorna no início do ano que vem. O tema, a África, foi escolhido como homenagem ao 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra. Domingo, dia 20, às 9h, no Odeon-BR, na Cinelândia.
O filme. De Terry George. Com Cheadle, Sophie Okonedo, Nick Nolte, Joaquin Phoenix, Desmond Dube, David O Hara, Cara Seymour, Fana Mokoena, Hakeem Kae-Kazim, Tony Kgoroge. Nacionalidade: Canadá / Reino Unido / Itália / África do Sul, 2004.
Sinopse. Quando a Bélgica ocupou o território do Ruanda, dividiu a população segundo características físicas: os mais altos, de pele mais clara e narizes mais finos eram Tutsi, os restantes Hutu (a classe inferior, porque menos ocidentalizada). Os colonizadores incentivaram o confronto entre as duas etnias, e o ódio intensificou-se após a independência no princípio dos anos 60.
Na Primavera de 1994, o assassinato do presidente de Ruanda, o general Hutu Juvenal Habyarimana, desencadeou uma guerra civil sangrenta. Durante 4 meses, os extremistas Hutu mataram mais de um milhão de Tutsi (a quem chamavam ‘baratas’). Especula-se que o próprio assassinato possa ter sido obra de extremistas Hutu para motivar o conflito. Mas a milícia Interahamwe não perdeu tempo, dando início ao extermínio. Este genocídio assumiu proporções ainda mais graves, porque o mundo o ignorou e se recusou a intervir.
No meio desse horror, emergiu uma figura heróica, um homem que fez tudo ao seu alcance para salvar a vida de mais de mil adultos e crianças, na sua maioria Tutsi: Paul Rusesabagina.
Paul (Cheadle) é gerente do elegante Hotel des Mille Collines, propriedade da empresa belga Sabena, em Kigali, e é Hutu. A sua mulher, Tatiana (Okonedo) é Tutsi, tal como os restantes familiares. Quando a violência começa, Paul consegue levar a sua família para o hotel, que se encontrava protegido devido à presença de cidadãos estrangeiros. Com o agravar do conflito, Paul vê-se forçado a transformar o seu hotel num campo de refugiados.
Com o mesmo profissionalismo com que gere o hotel, negocia com “amigos” e “inimigos”, sabendo que essa pode ser a diferença entre a vida e a morte de muitos. Acompanhamos a luta, o desespero, a frustração e a raiva de um homem que arriscou a sua vida e a da sua família contra a tirania e a opressão. Cheadle, no seu primeiro grande papel de protagonista, é coragem e compaixão, carisma e instinto. (Fonte: http://cinerama.blogs.sapo.pt/)
O projeto. Domingo é Dia de Cinema (imagem) é o projeto desenvolvido pelo Oficina-escola Grupo Estação, Pré-vestibulares comunitários e Núcleo Piratininga de Comunicação. Tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da UFRJ (SINTUFRJ) e do Comitê-Rio Contra a Guerra e a Violência.
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