[Por DiraCom] As “novelas de frutas” feitas com IA viralizaram nas redes, mas por trás do humor e da estética infantilizada, tem coisa séria. Os vídeos misturam entretenimento com violência, relações abusivas e misoginia. Não é só “brincadeira da internet”. Quando algoritmos premiam esse tipo de conteúdo, a IA passa a reproduzir e amplificar padrões já conhecidos: machismo, estereótipos e normalização da violência contra mulheres, agora embalados como entretenimento leve e compartilhável. Se a inteligência artificial aprende com o que já existe, a pergunta é: quem está programando e lucrando com a misoginia digital? E é sempre necessário lembrar: Quando a IA viraliza misoginia e preconceito como entretenimento, o impacto vai além da tela e afeta a formação ética de quem assiste. | Confira a publicação original.