O ano de 2008 marca os 70 anos da morte do Rei do Cangaço, Virgulino Ferreira, o Lampião; sua mulher, Maria Bonita e mais nove companheiros. Eles morreram após uma emboscada, que ocorreu na manhã de 28 de julho de 1938 e ficou conhecida como o “Massacre de Angico”, em Poço Redondo, Sergipe. Lembrando o episódio, foi lançado no dia 28 de agosto, em São Paulo, o livro Lampião, o Sertão e Sua Gente.

O autor de José Vieira Camelo Filho apresenta o contexto social em que surgiu o cangaço e seu principal representante: o Lampião. O escritor, conhecido como Prof. Zuza, aborda a questão social e a luta pela terra como os fatores que influenciaram as revoltas populares. Daí surgiram grupos e líderes que procuraram se contrapor ao governo constituído, que não combateu a injustiça social.

A obra procura contribuir com o debate a respeito da História dos conflitos sociais ocorridos nos sertões do Nordeste, a partir da análise do cangaço. Com a morte de Corisco e a prisão de Dada, em 1940, o cangaço chegou ao fim. Mas as questões relacionadas à terra não foram resolvidas, como o acesso à terra e a degradação ambiental.

O livro também reflete sobre os problemas urbanos, que têm ligação direta com a falta de solução das questões sociais geradas pela estrutura fundiária no meio rural do país ao longo da história, que expulsou enorme contingente de pessoas para as cidades”.