[Por Raquel Junia] O mandato de Evo Morales, presidente da Bolívia, continua. O referendo que consultou sobre a continuação ou fim dos mandatos do presidente e dos governadores de oito estados foi realizado no dia 10 de agosto. O resultado oficial ainda não foi divulgado, mas os meios de comunicação da Bolívia consideram o mandato do presidente e do vice-presidente ratificados com 63,1% dos votos. 

Tudo indica que os governadores de Cochabamba e La Paz, opositores ao governo de Evo, perderão seus mandatos, enquanto os outros sete governadores, entre eles, apenas dois aliados de Morales, poderão ser mantidos em seus cargos. Apesar disso, ainda há dúvidas sobre se o governador de Oruro, aliado do governo da Bolívia, fique realmente no posto.

“A derrota da oposição em Cochabamba e La Paz pode representar a consolidação do “controle” do MAS sobre essas duas regiões caso ganhe as novas eleições, que apresentam grande respaldo a Evo, mas cujos governadores eram contrários a ele.

No entanto, as autoridades opositoras da chamada meia-lua (Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando) também conquistaram sua permanência por boa margem, ainda segundo a boca-de-urna.

Rubén Costas, de Santa Cruz, obteve o apoio de 69,46%; Mario Cossío, de Tarija, 57,83%; Ernesto Suárez, de Beni, 67,72%; e Leopoldo Fernández, de Pando, 57,36%. Tais resultados podem indicar que, embora o governo Evo tenha ganhado força nacionalmente, o impasse político deve permanecer”, diz reportagem do correspondente do Brasil de Fato, na Bolívia, Igor Ojeda.

A charge abaixo foi publicado antes da realização do referendo no Indymedia (Centro de Mídia Independente) da Bolívia.

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