Entre os dias 22 e 26 de julho ocorrem, no Rio, atividades que lembram casos de chacinas cometidas pela polícia carioca. Esse intervalo marca os 17 anos da Chacina da Candelária, quando, no dia 23 de julho de 1993, policiais civis e militares atiraram contra cerca de 70 crianças e jovens que dormiam próximos à Igreja da Candelária. Oito morreram, e dezenas ficaram feridos. Já no dia 26 de julho de 1990 desapareceram 11 jovens, quase todos moradores do Complexo de Acari. Eles estavam em um sítio em Magé, que foi invadido por um grupo de policiais. Os 11 foram levados para local desconhecido e até hoje nenhum deles foi encontrado. As mães dos jovens ficaram conhecidas internacionalmente pela sua busca por justiça, e até hoje o crime nunca foi solucionado.
Para lembrar essas datas, manifestantes saem às ruas em repúdio a
o aumento da violência estatal contra a população negra, pobre e favelada no Brasil. Foram programadas ações como uma vigília na Igreja da Candelária no dia 22, uma passeata pela Av. Rio Branco no dia 23 e uma caminhada pela paz no dia 26. No domingo, dia 25, haverá a exibição do documentário Luto como Mãe, que aborda a luta de mulheres por justiça e contra a invisibilidade de seus parentes, vítimas de execuções cometidas por agentes de Estado no Rio. Um dos casos abordados pelo filme é exatamente o das Mães de Acari.
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